“Meu pai venceu um câncer na boca para ser morto por um nóia”. Estas são as palavras de  Armando Barbosa Coelho, filho da vítima de homicídio na manhã de hoje em Guarapari. Ele estava revoltado com a crueldade na morte e contou que o pai dava comida para o suspeito preso e era muito pacífico.

“Meu pai era pacífico, não fazia mal a ninguém. Ele tinha uma deficiência na perna, andava com dificuldade e não tinha como se defender. Há alguns anos ele teve um câncer na boca e precisou arrancar todos os dentes e uma parte da língua. ele batalhou e venceu a doença. Há alguns anos ele morou na rua e quando eu soube da situação trouxe ele para morar na minha casa. os últimos meses ele estava morando sozinho aqui porque minha filha nasceu e eu fui para outra casa para dar mais conforto para ela”, explicou o filho.

Os vizinhos contam que o acusado, identificado como Auriélio Lúcio Guimarães, 50 anos, conhecido como Hélio, sempre fazia refeições na casa da vítima e até roupas ganhava dele. “A bermuda que ele estava usando quando foi preso era do meu pai. Não sei se meu pai deu para ele ou ele roubou, mas meu pai vivia ajudando ele, dando comida”.

Na manhã de ontem, R$ 20,00 e uma gaiola com um pássaro foi roubada da casa da vítima. Moradores do bairro contaram que foi o acusado que vendeu o pássaro. Com raiva, a vítima foi tirar satisfações e os dois discutiram. Mais tarde, um sofá da casa da vítima foi incendiado e os vizinhos alegam que foi o acusado quem colocou fogo.

“Para evitar mais problemas, levei meu pai para dormir lá na minha casa e hoje de manhã ele veio aqui para ver como a casa estava e aconteceu isso”, lamentou o filho.

O suspeito foi preso por populares logo depois do homicídio. Um pedreiro que trabalhava próximo da casa da vítima foi quem escutou os gritos e foi ver o que estava acontecendo. “Eu escutei o Gaúcho (vítima), gritando “não faz isso não Hélio”, duas vezes. Quando fui ver o que estava acontecendo vi o Hélio saindo da casa do Gaúcho e correndo para a casa dele. Eu vi o corpo do meu amigo na lagoa e fui atrás dele. Nós seguramos ele até que a polícia chegasse”, disse pedro Honório Cristo, 50 anos.

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