O ecossistema do manguezal é muito importante. Cientistas consideram que este tipo e tão importante quanto as florestas virgens. É importante não apenas para a nossa região mas também para o equilíbrio dos ecossistemas do litoral brasileiro.

O manguezal ajuda a preservar as linhas de costa da erosão, é berçário de inúmeras espécies, de valor comercial ou não, como camarões e outros crustáceos, moluscos, peixes e outras espécies, ao mesmo tempo que oferece refúgio contra os predadores.

O vereador de Anchieta Geovane Meneguelle protocolou no IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – o pedido do “Tombamento do manguezal do Rio Benevente” na categoria de Patrimônio Paisagístico da autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura. “O tombamento visa  preservar da devastação a paisagem natural do estuário do Beneventepromovendo assim, a sustentabilidade e organização urbanística para usufruto de múltiplas gerações, cabendo ao Iphan proteger, fiscalizar e divulgar sua existência”, afirma o vereador.

“Já possuímos um dos maiores patrimônios do Brasil que é o Santuário e Museu Nacional de São José de Anchieta, reconhecido e protegido por Lei Federal. Com este tombamento iremos possibilitar a ampliação do complexo Artístico, Histórico, Cultural e natural de Anchieta. A componente patrimonial da paisagem está reconhecida pela legislação brasileira; reunir valores científicos, turísticos e etnográficos é valorizar os nossos bens comuns”, afirma Geovane Menguelle.

“A doutora Maria José Cunha afirma que “O manguezal do Rio Benevente possui 4 espécies de mangue o que o torna particularmente atrativo. Estudos científicos realizados entre 1998 e 2008 no manguezal apontam, com efeito, como espécies predominantes o Rhizophora Mangle L, mais abundante nas proximidades da foz do rio, o Laguncularia Racemosa, Avicennia Schaueriana, em áreas de maior influência de água doce, associadas às espécies Schienus Terebinthifolius, Spartinasp, Acrosticum Aureum (Avenção). Dos manguezais estudados no Estado, o do rio Benevente é o que apresenta menor grau de interferência humana”, conclui a historiadora.

“Nosso pensamento e motivação vão no sentido de entender a preservação do habitat e da biodiversidade como um todo, isto é, como um pequeno pedaço a nossa Casa Global. Os desafios para o presente exigem a escolha de rigorosos critérios sobre como vamos deixar o mundo que recebemos para as gerações vindouras. Que problemas herdámos e estamos a gerar? Como poderemos corrigi-los? E se pouco podemos fazer relativamente ao que recebemos, podemos,  através de ações conscientes construir um futuro que inverta a tendência da pressão e do esgotamento dos recursos renováveis da Terra”, concluiu o Vereador.

Preservar o manguezal do Rio Benevente é, portanto, uma medida inteligente e sensata de gestão da terra e do oceano, garantindo às populações de nossa região a preservação de suas riquezas culturais e biológicas.

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