A manhã de hoje começou tensa para cerca de 40 famílias que moram em um terreno invadido na região do bairro São Gabriel, em Guarapari. Uma Ordem Judicial obrigava os moradores a se retirarem do local às 7 horas, mas em acordo com um dos proprietários do terreno, a desocupação foi adiada em 20 dias.

Já nas primeiras horas da manhã os moradores começaram a se reunir em um dos lotes invadidos para esperar o desenrolar dos acontecimentos. Representantes do Núcleo de Ocupação agrária da Defensoria Pública, da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e do Movimento Nacional por Moradia também estavam presentes acompanhando a movimentação e orientando os moradores.

Desde as primeiras horas da manhã os moradores começaram a se reunir no local. Foto: João Thomazelli/Portal 27
Desde as primeiras horas da manhã os moradores começaram a se reunir no local. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Por volta das 8h30 da manhã uma Oficial de Justiça chegou ao local com a decisão judicial, mas como o “requerente (dono do terreno) não está presente neste momento, nós não vamos exigir o cumprimento do mandado de reintegração de posse”, disse a oficial.

Vários moradores gritaram de felicidade, mas momentos depois a situação se reverteu e chegou a notificação de que o mandado deveria ser cumprido. Houve indignação por parte dos moradores e um impasse se formou, com os oficiais de justiça não concordando com o que deveria ser feito. O proprietário do terreno também apareceu no local e com ele, três caminhões que seriam usados para fazer o transporte dos pertences dos moradores.

A tropa de choque esteve no local, mas a ação foi adiada por vinte dias. Foto: João Thomazelli/Portal 27
A tropa de choque esteve no local, mas a ação foi adiada por vinte dias. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Depois de quase uma hora de conversas e a tensão crescendo, foi a vez da tropa de choque da Polícia Militar chegar ao local. Também foram acionados o Corpo de Bombeiros e duas equipes da EDP para fazer o corte dos “gatos” de energia elétrica das casas.

Quando a Polícia Militar se preparava para começar a cumprir a ordem de reintegração de posse do terreno, um dos proprietários, o empresário Pedro de Almeida, chegou a um acordo com os moradores, através da intercessão de uma defensora pública.

Na área em questão vivem cerca de 40 famílias. Foto: João Thomazelli/Portal 27
Na área em questão vivem cerca de 40 famílias. Foto: João Thomazelli/Portal 27

“O requerente viu que a questão social aqui é muito séria e então ele acordou em dar um prazo de vinte dias para que agente consiga acionar o município para que ativamente dê uma alternativa de moradia para estas pessoas”, comentou a defensora pública Maria Gabriela Agapito.

O major Morais da Polícia Militar também conversou com os moradores. “Nós, a pedido do dono do terreno não vamos fazer a desocupação da propriedade hoje. Então vocês terão 20 dias para se organizarem e buscarem uma alternativa de moradia”.

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