Todo brasileiro apaixonado por futebol já quis demitir o técnico, dispensar um jogador que mais irrita ou contratar aquele atacante que cairia como uma luva na equipe, mas nem sempre teve os seus desejos atendidos pelos dirigentes do seu clube do coração. No Doze Futebol Clube, porém, o pedido do torcedor será uma ordem. Recém-criado no Espírito Santo, o time dará muito mais do que voz às pessoas que quiserem participar: elas formarão a diretoria e serão responsáveis pelas principais decisões que afetam a equipe.

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Recém-criado, Doze Futebol Clube abre espaço para torcida contratar, demitir e tomar outras decisões importantes. Time disputará a Série B do Campeonato Capixaba em 2015.

É isso mesmo! Questões importantes como contratações e dispensas serão decididas pelos torcedores que aderirem ao programa “sócio-diretor” do clube. Não é à toa que o time tem esse nome: a torcida será o 12º jogador do Doze de uma forma mais direta, num conceito batizado de “crowdmanaging” (que traduzido significa “multidão gerenciando”) pelo idealizador e CEO do Doze FC, o empresário Israel Levi.

“Estamos trazendo para o Brasil algo que estudamos por dois anos, inclusive com a participação de algumas universidades americanas. Eu sou o fundador e idealizador deste negócio, que visa melhorar e elevar ao máximo o entretenimento com o futebol. Comecei a ideia do crowdmanaging como um trabalho acadêmico, desenvolvendo diversos estudos e pesquisas que comprovam a tese de que a multidão gera decisões mais assertivas do que o especialista”, comenta Israel.

O projeto já é comparado a jogos eletrônicos de sucesso, como Elifoot e Football Manager, em que o jogador contratava, vendia, pagava contas e escalava. As semelhanças só acabam nesse último item: no Doze o treinador terá autonomia para colocar quem quiser em campo, sem a interferência dos “sócio-diretores”, que são responsáveis apenas pela gestão e não pela escalação.

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O projeto já é comparado a jogos eletrônicos de sucesso, como Elifoot e Football Manager, em que o jogador contratava, vendia, pagava contas e escalava.

“No nosso projeto, o torcedor terá de ter informações para tomar qualquer decisão. Porém, a escalação é baseada em informações que somente o técnico tem no dia a dia. Por mais que o sócio-diretor saiba de muitas coisas, não será suficiente. Ele teria que acompanhar a equipe todo dia para ter esse poder em mãos, e não há condições para isso. A gestão está nas mãos do torcedor pela primeira vez na história. Mas a parte técnica, da escalação, cabe ao treinador. Caberá à torcida avaliar o trabalho da comissão técnica. Se não gostar, vai mandá-la embora”, ressalta Israel Levi.

O Doze FC já tem data para estrear: dia 28 de fevereiro de 2015, contra o Cachoeiro, no Estádio Moreira Rebello, em Cachoeiro de Itapemirim (ES), pela primeira rodada da Série B do Campeonato Capixaba. O time conta com uma estrutura de dar inveja a muito clube grande do Brasil. Os jogadores treinarão e ficarão alojados no luxuoso Hotel Fazenda China Park, em Domingos Martins, na região serrana do Espírito Santo. A equipe mandará seus jogos no Estádio Salvador Costa, na capital Vitória. No fim de janeiro, um grande evento deve apresentar os uniformes, os jogadores e detalhes importantes do projeto. Acreditando que dar poder aos torcedores é um atrativo e tanto, Israel sonha com a sua ideia servindo de modelo a grandes clubes.

“Não estamos aqui para concorrer, e sim para mostrar um novo modelo de gestão, fruto de muito estudo e dedicação. Queremos ajudar os demais clubes a implementar esse conceito eprovar que a tese funciona. Teremos o maior prazer de fazer isso”, diz Israel.

Quem desejar maiores informações a cerca deste projeto inovador, pode acessar o site oficial (www.dozefc.com.br) ou a fan page oficial (www.facebook.com/dozefc).

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