A Polícia Federal estimulou que entre 10 e 20% do valor de um contrato foi pago como propina ao prefeito de São Mateus, Daniel Santana. Ele foi preso nesta terça-feira (28), em meio a uma operação contra uma organização criminosa que atua no norte do Estado. Daniel é apontado pela Polícia como o mandante de todo o esquema.

A obra, que foi realizada com recursos do Ministério do Turismo, construiu passarelas no balneário de Guriri. Caio Donatelli, administrador da empresa vencedora da licitação (Multiface Serviços e Produções) foi detido durante a operação da Polícia Federal. Outras cinco pessoas são investigadas e já tiveram prisão preventiva decretada.
O contrato. A Prefeitura pagou cerca de R$845,06 por metro na construção das passarelas, na quantia de 385,18 metros, totalizando R$325.500,21.
Um valor de R$ 100 mil teria sido somado ao valor para a execução de “totens de identificação”. As investigações mostram que os valores citados no contrato estão acima do praticado pelo mercado.

Organização Criminosa. A Polícia Federal alega que a organização criminosa superfaturava contratos e promovia lavagem de dinheiro, além de combinar as empresas que venceriam processos de licitação da prefeitura. Nos contratos havia recursos do Governo Federal, destinados à aquisição e distribuição de cestas básicas e kit de merenda escolar.
As investigações apontam que o suposto esquema foi responsável pelo desvio de R$ 43.542.007,20 dos cofres da prefeitura.











