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Na véspera do Dia Internacional das Mulheres não podemos esquecer um triste fato: em pleno século XXI, aumentam diariamente os casos de violência contra elas. Somente no Carnaval foram registrados 170 casos e mais de um crime por dia.

Segundo dados da Operação de Carnaval da Sesp-ES (Secretaria Estadual de Segurança Pública), de 18h da sexta-feira até as 6h da manhã de quarta-feira 70 homens foram presos no Espírito Santo após serem denunciados. Nos dias de festividades, a Sesp informou que ocorreram 60 casos de ameaça, 84 casos de lesão corporal, 10 estupros, 9 quebras de medidas protetivas e 2 tentativas de feminicídio. Durante o período de Carnaval 70 homens foram presos e 94 medidas protetivas foram solicitadas por mulheres que se sentiram ameaçadas. 

Em função do fácil acesso aos canais de atendimento à mulher muitas já denunciam e não se deixam ser vítimas de violência. Mas uma grande quantidade delas, infelizmente, acaba não denunciando. Para tentarmos compreender a situação conversamos sobre com Dirlene Friasça, psicóloga, que nos informou que em casos de violência, “a mulher é refém de uma série de situações”.

Aumenta índice de violência contra a mulher

De acordo com a psicóloga, “a mulher ao se tornar uma vítima de violência física por seu companheiro, ela também é uma vítima de violência psicológica . Alguns anos atrás ouvia-se muito sobre o fato de que a mulher se sujeitava a esta violência por depender financeiramente do seu companheiro e também para preservar os filhos no âmbito familiar. Hoje, porém, as mulheres conquistaram o espaço no campo de trabalho e elas deixaram de ser totalmente reféns desta situação. A violência acontece tanto na periferia, quanto nas casas de pessoas bem quistas financeiramente”, afirmou.

Como acontece a agressão? “O agressor com a sua força física a intimida o tempo todo e com o seu discurso ameaçador, faz com que esta mulher se sinta culpada por toda essa situação. Frases do tipo: “Viu, olha o que você fez”? “Eu só fiz isso porque você me provocou”. “Você nunca vai encontrar uma pessoa que te suporte”. ” Você não presta!”. Frases desse tipo vão sendo introjetadas na mente da mulher e este pensamento de culpa e medo se torna uma crença rígida de incapacidade, de difícil modificação”, afirmou a psicóloga.

O que fazer em casos de agressão? “A mulher em alguns casos não consegue pedir ajuda por medo e também por não confiar na própria justiça, que muitas vezes é falha nessas situações. É evidente que ela precisa de ajuda e neste caso, a mulher necessita do apoio familiar e dos amigos, que são as pessoas mais próximas. Esse suporte é necessário e importantíssimo para encorajar esta mulher a sair deste lugar e também a levar os filhos, caso tenha. Outra atitude que a mulher deve tomar é denunciar o agressor na delegacia da mulher e buscar grupo de apoio a mulher em situação de violência e apoio psicológico”, finalizou a psicóloga.

Quem for vítima de violência, agressão ou se sentir ameaçada de alguma forma deve entrar em contato com o 180, central de atendimento à mulher, que funciona 24 horas por dia. O atendimento é gratuito e confidencial. Se a vítima não quiser registrar a ocorrência, amigos, vizinhos, parentes ou até mesmo desconhecidos podem denunciar.

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