Lula lança programa de compensação a agricultores e pescadores atingidos pela tragédia de Mariana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve nesta sexta-feira (11) em Linhares, no Espírito Santo, para oficializar o início dos pagamentos do novo Programa de Transferência de Renda voltado a agricultores familiares e pescadores artesanais afetados pelo desastre de Mariana, ocorrido em 2015.

A cerimônia, realizada às 10h, contou com a presença dos ministros Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), André de Paula (Pesca e Aquicultura), Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência), Rui Costa (Casa Civil) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), além do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, entre outras autoridades.

Presidente Lula veio ao Espírito Santo e anunciou o novo acordo do Rio Doce.

Pagamento será feito por quatro anos

De acordo com o governo, o benefício será pago por um período de quatro anos. Durante os três primeiros anos, os beneficiários — agricultores familiares e pescadores — receberão o equivalente a um salário mínimo e meio. No quarto ano, o valor cairá para um salário mínimo.

Segundo dados apresentados, somente no Espírito Santo serão beneficiados 4.793 agricultores e 21.007 pescadores. Os pagamentos serão realizados pela Caixa Econômica Federal. Alguns dos atingidos já começaram a ser ressarcidos.

Acordo de R$ 170 bilhões

Durante o evento, o governo também detalhou o acordo judicial envolvendo 49 municípios afetados pelo rompimento da barragem da Samarco. Desses, 38 estão em Minas Gerais, com uma população de 1.185.055 pessoas, e 11 no Espírito Santo, com 1.171.008 habitantes.

O valor total do acordo é estimado em R$ 170 bilhões, sendo:

  • R$ 25,53 bilhões destinados ao governo de Minas Gerais

  • R$ 15 bilhões para o governo do Espírito Santo

  • R$ 1,66 bilhão para Ministérios Públicos e Defensorias de Minas

  • R$ 6,1 bilhões para os municípios atingidos

  • R$ 1,26 bilhão para o Ministério Público Federal

  • R$ 1,5 bilhão para a Samarco

Além disso, estão previstos R$ 32 bilhões para indenizações e obrigações ambientais, além de R$ 38 bilhões já pagos e aplicados pela Fundação Renova, entidade criada para gerir a reparação dos danos causados pela tragédia.

O presidente Lula destacou que o objetivo do programa é garantir justiça social e dignidade às famílias afetadas, após quase uma década de espera por reparações concretas.

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João Pedro Barbosa

Jornalista formado pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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