Quem passa pela Praia do Morro em Guarapari, tem a sensação de que o esgoto jorra como uma verdadeira cachoeira diretamente  na Praia.  A prefeitura já afirmou que não propriamente “esgoto”, seria apenas água das chuvas em contato com o asfalto, que resultaria nessa água negra.

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Vendedores ambulantes pisam na água sem se importar.

Mas a possibilidade de conter esgoto e outros dejetos não foi afastada, por culpa de ligações erradas efetuadas por moradores, como explicou no ano passado em entrevista a imprensa, o engenheiro da Cesan, César Favero. “Não podemos dizer que essa água está 100% livre de esgoto ou coliformes fecais, pois ainda existe uma pequena parcela de residências que possuem a rede de esgoto ligada à rede pluvial”, afirmou.

De parte da prefeitura, um projeto já foi anunciado, onde junto ao governo do Etado seriam adquiridos dissipadores de água pluvial, com custo de R$ 7 milhões para acabar com o problema, mas o projeto não teve mais noticias de licitação ou contratos e a água negra continua jorrando.

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Água corre diretamente para o mar.

Na mesma entrevista no final do ano passado, o secretário municipal de Obras, Luiz Alledi, para apresentar as ações realizadas por uma Comissão de Acompanhamento de Saneamento e Drenagem de Guarapari, explicou que antes da nova orla, existiam quatro pontos de vazão da rede pluvial na Praia do Morro, em locais afastados, mas o número foi ampliado, o que provocou esse despejo de água negra em alguns em pontos. “Com o desvio, a rede deverá desembocar em duas saídas diferentes, uma no final da Praia da Cerca e outra próxima à Capitania dos Portos”, afirmou a imprensa.

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Turistas parecem não perceber a situação.

Para os turistas que estão em Guarapari, à situação é uma afronta ao nome da cidade, como afirma aposentada, Arlete Maria, moradora da capital, que olhava desolada para o esgoto jorrando. “Uma vergonha! Justo hoje com um monte de turistas passando por causa dos passos de Anchieta. Isso é cidade saúde?”, perguntou.

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