Alunos do Instituto Federal do Espirito Santo (IFES) tem tido dificuldades nos dias de chuva para chegar de ônibus até o Instituto em Guarapari. Letícia Andrade da Silva, estuda na instituição, e reclama que nos dias chuvosos, alguns coletivos da Expresso Lorenzutti se negam a subir o morro de acesso ao local, deixando os estudantes no ponto de ônibus anterior.

Os estudantes precisam fazer essa trajeto nos dias de chuva. Foto: Rafaela Patrício.

Letícia é cadeirante, e fala que por sua cadeira de rodas ser motorizada, ela não pode ter a parte elétrica molhada pela chuva e que mesmo sabendo dessa condição, os motoristas não completam o trajeto. “É uma situação constrangedora, é meu direito, como de qualquer outra pessoa, desembarcar no ponto de ônibus, que estiver na rota do coletivo, da minha escolha”, diz a aluna.

Letícia conta ainda que no início da noite desta terça-feira (28), ela e um outro estudante precisaram acionar a polícia para que eles conseguissem chegar até o seu destino. “O motorista disse que teríamos que descer no ponto anterior. Nem chovia, mas o trajeto estava um pouco molhado. Falamos que não iríamos descer do ônibus em outro ponto, a não ser o do IFES. O motorista então, com rispidez, disse que o problema era nosso e já ia prosseguir a viagem de volta. Liguei então para a polícia, e quando ele viu que ligação era real, deu um jeito de subir com o carro até o instituto”, relata.

O Portal 27 já outra matéria, 2016, sobre a dificuldade de acesso que Letícia tinha para chegar na instituição.

Outra estudante da instituição, Rachel Oliveira, fala que além do problema em enfrentar o morro do IFES a pé depois de descer do ônibus na ida para as aulas, os estudantes também tem problemas com a volta para casa. “Alguns carros sobrem e outros não. Quando saímos de lá ficamos sem saber em qual ponto esperar o ônibus. Por que ele pode passar em qualquer dos dois pontos. À noite a situação piora, quando perdemos o ônibus, por não sabermos em qual ponto ele estará, temos que arrumar um jeito de voltar para casa em outro transporte”, diz Rachel.

Raquel questiona o fato de ônibus que levam estudantes de outras cidades ao instituto conseguirem fazer o trajeto. “Os ônibus do município vizinho sobem o morro e conseguem manobrar normalmente, só os da Lorenzutti que não”, afirma ela.

O trecho de manobra no ponto final do IFES não possuí pavimentação asfáltica. Foto: Expresso Lorenzutti.

O Portal 27 procurou Expresso Lorenzutti, que afirmou através de nota, que os motoristas não conseguem levar os estudantes até o ponto final do IFES, por conta da falta de pavimentação na área de manobra. “Apuramos a demanda ora encaminhada e informamos que nos dias de chuva os ônibus retornam da CESAN, tendo em vista que o trecho entre a CESAN e o IFES, ficam intrafegáveis para ônibus devido à falta de pavimentação e drenagem, o que impossibilita a manobra do ônibus com segurança. 

Ressaltamos que no dia 24/11/2017, por volta de 12:30h, um dos seus veículos da empresa ficou preso a lama (“atolado”). No dia narrado pela cadeirante, o ônibus realmente não poderia subir segundo avaliação dos nossos operadores devido a impossibilidade de realização de manobra no local, inclusive tal fato foi explicado aos dois alunos que se encontravam no ônibus, mas devido a grande insistência destes o motorista subiu até o IFES de marcha -ré por mais de 800 metros, o que não é permitido pelo CTB.

A empresa compreende a dificuldade da estudante, entretanto, esta deve optar por um trafego seguro e pela segurança de todos os passageiros que se encontram no ônibus e ao subir em dias de chuva coloca em risco a segurança de todos”, alegou a empresa.

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