A família do pastor Edilson Silva de Jesus, 42 anos, morto após ficar internado quatro dias na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Guarapari, disse que criou forças e vai fazer uma manifestação em busca de respostas.

O pastor morreu na ambulância a caminho de um hospital em Cariacica, na sexta-feira do dia 17. Para a família, a morte do pastor poderia ter sido evitada se a UPA tivesse sido mais atenciosa no atendimento feito.

A filha, a estudante Alexia Silva de Jesus, 19, e a sogra, a autônoma Valdete Alves, 50, disseram que o pastor esteve na unidade por duas vezes, e foi diagnosticado com virose. Somente na terceira consulta, é que decidiram interna-lo, pois se tratava, segundo elas, de uma bactéria.

O pastor morreu na ambulância a caminho de um hospital em Cariacica, na sexta-feira do dia 17.

Durante a internação, o pastor recebeu uma medicação pelo soro, que segundo a família, pode ter causado a morte dele. A manifestação está marcada para a próxima sexta-feira, dia 31, às 17h. Duas semanas após sua morte. Familiares e amigos vão se encontrar na praça Philomeno Pereira Ribeiro (antiga pracinha da Itapemirim), em Muquiçaba, e o objetivo é caminhar até a UPA, no Ipiranga.

Respostas. Procurada pela imprensa, a direção da Unidade de Pronto Atendimento informou que o referido paciente deu entrada na unidade no dia 07, e na ocasião, foi atendido, medicado e liberado após relatar melhora dos sintomas.

No dia 13, o paciente foi medicado, e segundo a UPA, além de ter realizado todos os exames necessários e disponíveis, de acordo com seu quadro clínico, o paciente foi cadastrado na Central de Regulação de Leitos de Internação (regulação Estadual) e aguardava a liberação de uma vaga em hospital.

O paciente apresentou piora do quadro no dia 16 pela manhã, e foi encaminhado à sala de emergência, onde foram realizados todos os procedimentos necessários para a manutenção e estabilidade do quadro clínico do paciente, até a liberação da vaga.

A vaga foi cedida às 14:52h, quando imediatamente foi acionada a remoção (UTI móvel), de competência estadual. O paciente foi transferido na mesma data pela empresa que presta serviços ao Estado.