Câmara não autoriza construção do aeroporto em Setiba

Após 10 meses na Casa de Leis, os vereadores discutiram em sessão extraordinária na tarde de hoje (08), o Novo Plano Diretor Municipal de Uso e Ocupação do Solo (PDM) da cidade. Apenas o vereador Sérgio Ramos votou contra o projeto e três vereadores votaram contra as emendas – os vereadores Thiago Paterlini, Sérgio Ramos e Anselmo Bigossi.

Segundo o vereador e presidente da Casa Wanderlei Astori, as emendas colocadas para votação atendem os pedidos da população que foram feitos através das audiências públicas realizadas na Câmara Municipal.

Foto: João Thomazelli/Portal 27
Após dez meses, a Câmara votou o PDM. Foto arquivo: João Thomazelli/Portal 27

Aeroporto. Um dos pedidos feitos durante as audiências foi a retirada do aeroporto de Setiba. “Uma das associações nos pediu que o aeroporto não fosse levado para Setiba, por se tratar de uma Área de Preservação Ambiental (APA) e o pedido deles seria para levar o aeroporto para outra área”, explica Wanderlei.

Ilhas urbanas. A inserção de ilhas urbanas nas zonas rurais também foi retirada do PDM “Nós não aceitamos essa ideia desde o começo. Já que se as ilhas urbanas fossem aprovadas para serem inseridas na zona rural, o município estaria expulsando os agricultores rurais da comunidade para implantar os loteamentos, condomínios e grandes investimentos”, comenta o presidente.

Gabarito. Não aumentar os gabaritos de prédios na Praia do Morro, na Enseada Azul e nas demais orlas da cidade foi um pedido dos moradores e que segundo o presidente, foi atendido. “É um impacto visual para a cidade. E nós mantemos do jeito que está, para que não haja sombra nas praias”.

Segundo Astori, havia uma ressalva no projeto, que permitiria o prefeito ou um secretário de autorizar a construção de prédios sem passar pela Câmara.
Segundo Astori, havia uma ressalva no projeto, que permitiria o prefeito ou um secretário de autorizar a construção de prédios sem passar pela Câmara.

Ressalva. A ressalva que havia no PDM também foi retirada. Segundo Astori, havia uma ressalva no projeto, que permitiria o prefeito ou um secretário de autorizar a construção de prédios sem passar pela Câmara. “Atualmente, para se construir um prédio, é preciso apresentar o projeto na prefeitura que autoriza o empreendimento juntamente com o poder legislativo. O novo PDM estava autorizando o prefeito e o secretário a permitir a construção de qualquer empreendimento sem autorização da câmara. E isso não poderia acontecer. Foi retirado”, destaca.

E o Plano Diretor Municipal de Uso e Ocupação do Solo que antes tinha o prazo de 10 anos, agora para 5 anos. “A cidade vem crescendo a cada dia e 10 anos é um período muito longo para se mudar um PDM. E nós precisamos crescer a cidade com planejamento, por isso foi aprovado a mudança de 5 em 5 anos”, conclui o presidente.

O vereador Ronaldo Gomes “Tainha” disse que concorda com a aprovação do novo prazo. “Esse PDM já havia sido discutido em várias audiências públicas, tanto pela Prefeitura quanto na Câmara. 10 anos é um tempo muito longo. De 5 em 5 anos, as pessoas que questionam o PDM vão poder participar das discussões e estar mudando com um tempo hábil. Nunca se tem unanimidade em qualquer lei. Votamos pelo bem da comunidade”, disse o vereador.

Já o vereador Sérgio Ramos que votou contra o projeto e contra as emendas, disse que “as emendas vieram em cima da hora. Eu não tinha conhecimento de todas as emendas e eu não voto nada que seja no escuro”. E sobre o aeroporto, ele disse concordar com o que foi aprovado. “Precisamos conservar o meio ambiente. Por isso concordo com a proibição da construção do aeroporto em Setiba”.

O PDM nada mais é, do que um documento que define a organização municipal do território, onde se estabelece através da definição de classes e categorias relativas ao espaço, identificando as redes urbanas, viária, de transportes e de equipamentos, de captação, os sistemas de telecomunicações, tratamento e abastecimento de água entre outras.

O Projeto aprovado na tarde de hoje na Câmara ainda segue para sansão do prefeito. São 15 dias para análise.

 

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