A noite para o seu Indalécio Antônio Pereira de 59 anos foi difícil.  O caminhoneiro foi rendido por três assaltantes em um restaurante na BR 262 em Ibatiba, enquanto fazia uma parada para descansar e jantar. Na hora que ele abriu a porta  do caminhão para descer, os ladrões armados, anunciaram o assalto. Indalécio tentou reagir, mas levou uma coronhada na cabeça.

Tudo aconteceu por volta das 19h de ontem (13). O caminhoneiro que veio de Barra do Garça em Mato Grosso do Norte, transportava 16 toneladas de carne bovina. Ele levaria o material para uma rede de hipermercados no município da Serra. A carga está avaliada em 116 mil reais.

Na hora do assalto, após agredirem o senhor de idade, o colocaram na parte de traz do caminhão e mandaram ele ficar abaixado. Com bastante medo, ele obedeceu a ordem dos bandidos, que circularam por mais de 4 horas com o caminhão.

Na delegacia, o senhor de 59 anos registrou o boletim de ocorrência e aguardava um retorno da empresa, para poder voltar para o Mato Grosso.
Na delegacia, o senhor de 59 anos registrou o boletim de ocorrência e aguardava um retorno da empresa, para poder voltar para o Mato Grosso.

“Eles me mandara ficar o tempo todo abaixado, andaram muito com o caminhão, eu senti muito medo, pensava o tempo todo na minha família, no que poderia acontecer comigo”,  relata chorando, o caminhoneiro ao nosso repórter.

O caminhão só parou, quando chegaram a uma região da BR 101, na altura de Rio Grande em Guarapari. Eles desceram do veículo e largaram Indalécio em meio a um local de mata e deram a ordem de que ele não poderia sair do local em menos de duas horas. O idoso andou a pé, cerca de 20 quilômetros até achar ao posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Guarapari. Lá, ele recebeu os cuidados e registrou o fato.

“Eles me largaram na região de Jabaquara, já na BR 101. Andaram bastante com o caminhão. Disseram que iam colocar a carga dentro de outro veículo que não tinha frigorífico, me perguntaram quanto tempo a carne duraria fora do congelamento, eu respondi e eles me soltaram, fui andando a pé até o posto da PRF em Guarapari, lá eles me ajudaram”.

A reportagem perguntou ao seu Indalécio, o que ele sentiu na hora que foi largado no meio da noite num matagal, ele chorou e disse: “Eu imaginei como é difícil uma vida de andarilho, pensei na minha família, liguei para eles hoje e eles querem que eu me aposente, mas eu preciso trabalhar, mas não sei se vou continuar trabalhando assim, foi um susto enorme.”

Na delegacia, o senhor de 59 anos registrou o boletim de ocorrência e aguardava um retorno da empresa, para poder voltar para o Mato Grosso. Além da carga e o do caminhão, outros três celulares foram roubados. Indalécio é casado e caminhoneiro há mais de 40 anos.

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