Já é frequente não só em Guarapari, mas em todo o Brasil o roubo de celulares. Em um dos últimos casos ainda em fevereiro, policiais militares que faziam o patrulhamento preventivo pelo bairro Muquiçaba foram acionados por uma vítima de tentativa de roubo de celular. Segundo a mulher, quando o homem se aproximou, ela gritou por socorro e ele fugiu.

A polícia realizou buscas e deteve o suspeito ainda nas proximidades. O homem de 21 anos possui diversas passagens pela polícia entre elas por tráfico de entorpecentes, tentativa de roubo e posse e uso de entorpecentes, e após os fatos, ele foi detido e conduzido à delegacia.

Roubo de celulares é comum em todo o País.

Alerta. Esse caso nos chama atenção para alguns fatores e para sanar nossas dúvidas e alertar o que o cidadão deve fazer em caso de assalto, conversamos com o Capitão Lourencini Palaoro que prontamente nos atendeu. 

Objeto mais roubado no Brasil. Perguntamos primeiramente se é comum o roubo de celular em Guarapari. Segundo o Capitão, é comum não somente em Guarapari, mas em todo o Brasil. “A gente tem uma condição própria de desigualdade social, pobreza, que é comum ainda no Brasil, diferentemente de outros países. Dessa forma, o que mais se procura em roubo em todo o país é o celular, pois é visto como um objeto de luxo, representa dinheiro, status”, explica o Capitão.

Reincidência. De acordo com o Capitão, os roubos não são mais frequentes em função da atuação das polícias militar e civil na prevenção, na inibição dos roubos e nas investigações. “A polícia consegue prevenir e controlar para que não haja mais do que existe, mas a reincidência é grande, porque normalmente as pessoas ficam presas por pouco tempo, elas não sentem que cumpriram uma pena”, afirmou Lourencini relembrando também o caso do rapaz preso no caso citado acime,  que já tem passagem pela polícia e deve ser solto rapidamente. 

Motivo dos roubos. Segundo o Capitão, o motivo do roubo de tantos celulares não é somente a troca por drogas. No caso de Guarapari já houve – em um passado recente – até empresa que comprava os aparelhos roubados. Às vezes achamos que esses objetos vão apenas para as bocas de fumo, muitos vão, muitos são adquiridos em troca de drogas, mas não é uma regra. Pode ser que tenha uma quadrilha em volta que desbloqueie o celular e venda a quem tenha interesse, mas isso depende, obviamente”, afirmou Lourencini lamentando também a ação de quem compra objetos roubados e acaba “alimentando” esse comércio: “a culpa não é somente do cidadão que rouba, mas também do que compra o objeto roubado. Muitos dizem que não sabiam, mas o correto em qualquer compra é pedir nota fiscal”.

Capitão Lourencini

Prevenção. Para evitar o roubo, o Capitão afirma que “a população deve se prevenir. Evitar usar o telefone celular em alguns locais, principalmente a rede social, pois deixa a pessoa distraída. Dependendo de onde ela estiver, em locais de pouca movimentação de pessoas, esse é o local onde o meliante irá atuar”, explica

Reagir? Lourencini chama atenção para quem são os principais alvos dos bandidos. Segundo ele, adolescentes e mulheres são mais visados, mas em geral, “o meliante atua onde não vê a polícia normalmente. “Em caso de assalto, a orientação é para que não haja reação, mas se a pessoa perceber que tem alguém de olho nela, deve entrar em um lugar movimentado e alertar que está sendo seguido. Os adolescentes, por exemplo, devem procurar pessoas adultas. Andar rapidamente para um local mais movimentado e não ficar distraído na rua. Não dar mole”, afirmou.

É importante que as vítimas de roubo “mesmo que registre o fato junto a uma viatura da Polícia Militar, sigam também para a Polícia Civil, com todos os dados do telefone, para que seja feito o bloqueio de imediato e para que veja se a Polícia Civil consegue identificar onde está o telefone”, finalizou o Capitão. 

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