Há seis dias sem policiamento em Guarapari comerciantes amargam prejuízos. Lojas estão sendo arrombadas, saqueadas e assaltadas.  Segundo o superintendente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Aguinaldo Ferreira Júnior, até o momento 35 lojas foram vítimas das ações de bandidos na cidade.

Itapuã Calçados de Muquiçaba é uma das lojas arrombadas e saqueadas na onda de violência que tomou conta da cidade.

“Contamos 35 lojas até agora. Algumas foram arrombadas e saqueadas e outras tiveram só suas portas arrombadas e não conseguiram levar nada, como o caso da Americanas”.

O superintendente da CDL afirmou que está orientando os lojistas a registrarem as ocorrências e que estudam uma maneira de entrar com uma ação na justiça. “Mesmo com a paralização da polícia estamos orientando os associados a fazer o boletim de ocorrência para posterior ações na justiça. Nosso jurídico está estudando a possibilidade de mover alguma ação no futuro. Ele está verificando se seria contra o Estado ou a Polícia Militar”.

Superintende da CDL afirma que até o momento 35 lojas foram arrombadas.

Aguinaldo ressaltou que a CDL orienta aos lojistas a abrirem as lojas quando a segurança for restabelecida, mas que essa decisão deve ser tomada por eles. Por isso, alguns já abriram. “Quem se mantem fechadas são as lojas de calçados, confecções e galerias. As lojas de materiais de construção, materiais agrícolas, ferragens, padarias, farmácias já se encontram funcionando. Na verdade uma das coisas que são levadas em consideração é a facilidade de venda dos produtos, as lojas que tem produtos que são mais fáceis de serem negociados, essas se mantém fechadas”.

O vice – presidente da CDL Darcy Lugão falou sobre os prejuízos que os comerciantes estão sofrendo por não poderem abrir as lojas. “O mês curto como é fevereiro, no comércio são 23 dias úteis, e você tem ainda menos três é uma coisa que afeta muito a economia do nosso município. Dias sem vendas, com despesas acontecendo sem nenhum faturamento. É um prejuízo que ainda não dá para saber o valor”.

Com medo da insegurança comerciantes mantém lojas fechadas.

Lugão lembrou ainda que o prejuízo pode ficar ainda maior com o receio das pessoas de virem para a cidade no carnaval. “Tem também o prejuízo que isso pode causar com o cancelamento de vinda das pessoas para cidade durante o carnaval, isso tudo a gente não contabiliza, mas a sensação é de muita insegurança”.

 

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