Polícia  prende chefe do tráfico de Ilha dos Ayres, Vila Velha, após rastrear o carro do suspeito. Patrick Ernane Dias é um dos investigados pela morte de um ex-PM no ano passado, em Guarapari. O carro em que ele estava era alugado a R$500,00 a diária, um corolla prata 2019.

Patrick tem 30 anos e é apelidado de “Leitão”, ele foi preso no município de João Neiva. Ele e mais dois amigos integrantes do tráfico são investigados pelas mortes do ex-subtenente da Polícia Militar Dulcindo do Carmo Machado e Marcelo Lima Rangel, 31. Os dois foram executados na saída de uma festa em Guarapari, no dia 11 de novembro do ano passado. Relembre o caso aqui

O delegado Franco Malini, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações, esclarece que a perseguição começou em Cariacica, durante o cumprimento do mandado de prisão.

“Já estávamos iniciando as operações para prender o Patrick, quando recebemos a informação que ele empreendeu fuga em um corolla alugado, rumo ao norte do estado. Fomos seguindo ele pela BR 101, mas ele estava dirigindo muito rápido e conseguiu se distanciar. Por estratégia, paramos no posto da PRF na Serra, e pedimos que ele fosse abordado no próximo posto, que seria em Linhares. Durante o percurso, conseguimos rastrear o carro”, conta o delegado.

Mas antes de chegar em Linhas, Patrick parou para fazer um lanche com a namorada e o pai, em uma famosa lanchonete de Ibiraçu. O delegado e os investigadores acionaram a Polícia Militar para que ajudassem na captura do chefe do tráfico de Ilha dos Ayres. O subcomandante do 10º Batalhão da Polícia Militar de Guarapari, o major Stein, explica que após a denúncia, as viaturas da região foram acionadas.

Ao chegarem na lanchonete Califórnia, Patrick empreendeu fuga e a PM continuou a perseguição, até a prisão, em João Neiva. Toda a perseguição aconteceu durante a Operação Tiradentes III, que aconteceu na quarta-feira.

Patrick é terceiro detido através dos mandatos expedidos por meio do inquérito que apura a morte do Marcelo e do Dulcindo. O inquérito está em sigilo.

Dulcindo era subtenente no 4º Batalhão de Polícia Militar, em Vila Velha, e foi expulso após a PMES concluir que o militar teve envolvimento com um roubo de armas na sede do 6º batalhão, na Serra, em julho de 2015.

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