Passear no calçadão da Praia do Morro está cada vez mais perigoso. Muitos espaços estão sendo utilizados como ponto para compra e consumo de drogas. Moradores e turistas reclamam da insegurança na região com frequência. Viciados em crack, maconha etc., passam o dia na praia e até dormem no local.

Muitos se escondem entre as poucas árvores que há para fazer o consumo das drogas. Há uma famosa árvore naquela região que é tiro e queda! Passou lá, sobretudo a noite, tem droga rolando. A maioria destes são adolescentes e jovens. Até sexo explícito é possível ver no local. A pastilha de freio do pudor destes, já estragou a muito tempo. A coisa está desenfreada por ali.

Muitos se escondem entre as poucas árvores que há para fazer o consumo das drogas.

Encontrar onde comprar a droga não é difícil. Difícil é transitar sem sentir o cheiro da erva. Quem mora perto da praia tem medo. Diga-se de passagem, o gestor público municipal local mora na mesma região, mas até agora, nada fez de efetivo nesse sentido.

Quem passa de bicicleta e a pé, acaba convivendo com o pessoal que utiliza droga. Querendo ou não é uma realidade que você convive no dia a dia. A praia do morro é um ponto de encontro e lazer de muitas famílias. É penoso e difícil ver a praia nessa situação. Soma-se a isso, o fato do mesmo local já ter sido palco de latrocínio, assaltos e furtos, principalmente no período da alta temporada.

O que nós não entendemos é que bem próximo do local onde os usuários de drogas fazem o consumo e traficam, se encontrando no solo do seu clã, existe uma base da Polícia Militar, mas isso parece não incomodar os usuários. Há um paradoxo nisso tudo, pois, com a presença da PM, esse tipo de ação não deveria acontecer. Só que eles, a PM e os drogados estão ali, convivendo “pacificamente”, lado a lado. Não se milita nesse quadro social abstrato por qual razão?

Bem próximo do local onde os usuários de drogas fazem o consumo e traficam, se encontrando no solo do seu clã, existe uma base da Polícia Militar

Até onde se tem conhecimento, a informação do consumo e tráfico de entorpecentes já foi repassada a Prefeitura Municipal de Guarapari, para que fosse feita uma ação por parte da Assistência Social em conjunto com a PM, visando por fim a esse tipo de movimento, onde a cada dia, infelizmente, ganha mais adeptos. Contudo, ainda não se viu uma ação emergente em direção ao problema.

A prefeitura reconhece a equação a ser resolvida, pois isso não é novo. A dificuldade no tratamento dos usuários de drogas já é um tema clássico conhecido. No entanto, ainda assim, não se tem informação da existência de um projeto de tratamento para assistência e cuidado dessa mazela.

Não seria esse o momento do conselho municipal sobre drogas promover a criação de alianças com os líderes religiosos, uma vez que os mesmos, com suas ONG’s, fazem um excelente e conhecido trabalho de recuperação de pessoas envolvidas com drogas (quase sempre sem nenhum recurso político), na construção de uma sábia articulação?

Pensamos que somado a isso, já passou da hora das autoridades competentes abrirem espaços de trabalho para psicanalistas, psicólogos, psiquiatras etc., mostrarem a que vieram e para que estão aqui, tendo como alvo o atendimento às pessoas envolvidas com drogas, numa clara articulagem e parceria com a gestão política corrente, entendendo que a maioria esmagadora desses males tem origem em deformações familiares, como a ausência da autoridade paterna, e que – como consequência disso – pode gerar um filho (a) rebelde e avesso a toda lei e autoridade social.

Sendo a família a célula mãe da sociedade, é lá que tudo se inicia. Falar sobre isso é chover no molhado. Todo mundo sabe disso. Nossos filhos se comportam na vida social a partir do comportamento que expressam dentro de casa. A sociedade nada mais é do que o reflexo do lar; e o lar nada mais é do que uma catapulta de lançamento de homens e mulheres na sociedade.

Na coluna dessa semana, ofertamos essa reflexão, acompanhada de mais uma sugestão, sempre visando o bem-estar coletivo maior. Façamos chegar, portanto, essa fala a nossos atuais líderes nas diversas pastas e secretarias, para que tenhamos paz na cidade, como fruto de uma ação coordenada coletiva. Queremos o bem dos homens.

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