A reclamação está presente por todos os lados da cidade, sendo a lástima sempre a mesma: “O pós-obra da CESAN (Companhia Espírito Santense de Saneamento) é de péssima qualidade e ruim acabamento”. Isso pode ser visto em qualquer serviço, mas destaca-se principalmente nas vias públicas.

Recentemente, como breve exemplo, ouviu-se muita gente reclamando do trabalho feito pela CESAN no bairro São Judas Tadeu, onde a rua que fica logo após o templo antigo da Primeira Igreja Batista em Guarapari, precisou ser rasgada para a realização de um serviço. Assim que o trabalho foi concluído, a quantidade enorme de barro e de lama que se instalou ladeira à baixo, varreu totalmente a via pública num raio de 300 metros (ou até mais), trazendo, com isso, muito descontentamento e desconforto à sociedade local, mas sobretudo, aos moradores das redondezas e ao comércio ali presente.

É sabido da importância que a CESAN exerce em nosso Estado. O órgão é por demais competente em sua atuação e, diga-se de passagem, não nasceu ontem. Não é essa a questão que discute-se aqui. A ontologia nessa coluna é outra.

O que foca-se e se deseja dizer nesse tempo é que pelos anos de atuação que a CESAN exerce os trabalhos de sua competência em solo capixaba, já deveria ter aprendido a muito que quem suja também é o responsável direto por promover a limpeza e deixar, ao menos, o mesmo ambiente em que foi realizado um trabalho invasivo, em plenas condições de ser prontamente reutilizado e asseado (naturalmente que salvo as mínimas exceções).

Talvez deva existir uma ampla concorrência na seara do fornecimento de água potável do ES, para que vença aquele que for melhor e bem desempenhe seu trabalho, o que de longe, significaria ser um cartão postal para a figura do seu cliente. Só que não possuímos essa concorrência. Dessa forma, a lei da demanda e da oferta tende a não prevalecer nesse universo, uma vez que, como reza o ditado: “Em terra de cego, caolho é rei.”

Aqueles que desejam estender suas reclamações a mesma empresa, poderão fazê-lo pelos caminhos que a própria CESAN sugere em suas faturas mensais de cobrança e que também dispomos abaixo. O que não podemos, na condição de sociedade civil organizada é silenciar frente a esse notório abuso. O adjetivo não é outro.

A não ser que você tenha um poço artesiano em sua residência, trabalho etc., e não seja cliente da CESAN, essa fala final não cumpre seu propósito. Mas se o dileto leitor faz parte da maioria esmagadora daqueles que são clientes da CESAN, então, segue seus contatos para oportunizar-se desse tema:

Rodovia Jones dos Santos Neves, n° 3840, bairro: Muquiçaba. Ponto de referência: Ao lado da Loja Ricardo Eletro. O número disponível para que os interessados entrem em contato com a mesma é 115.

Aqueles que desejam ir mais longe na sua reclamação, poderão fazê-lo a ARSI-Agência Reguladora de Saneamento Básico e Infraestrutura Viária do Espírito Santo. O site é www.arsi.es.gov.br ou o telefone 0800 280 8080.

Aguardamos dias melhores quanto a uma pós obra da ínclita empresa com excelência. Chegado esse momento, certamente que nos manifestaremos numa outra palavra de um reto elogio e louvor. Mas hoje não dá para fazer isso. Por enquanto, ficamos com o roteiro do dia que é a pauta de uma ampla e intensa reclamação à pós obra da CESAN.

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