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Existem perguntas que são para boas conversas e não para respostas pontuais. Esse questionamento, por exemplo, é para uma boa conversa, ainda que brevemente. Vamos lá! Essa é uma decisão muito particular e familiar. Seguramente esse é um questionamento que é sempre levantado nos corredores das igrejas evangélicas nesse período do ano.

Pessoalmente, já percebemos que não é bom que nossos filhos participem dessas comemorações na vida da escola, uma vez que os costumes dessa “festa” misturam elementos herdados de culturas pagãs e outros criados em solos sombrios.

Mas respondendo à constante pergunta dessa época do ano sobre se evangélicos podem ou não participar dessas festividades, afirmamos que a festa junina já não tem mais o caráter religioso que tinha inicialmente, e que já faz parte da cultura popular do nosso país.

Acontece que as festas juninas foram absorvidas em grande parte pela cultura brasileira – de maneira que em muitos lugares já perdeu o seu caráter de festa religiosa. Para muitos, ela é apenas uma festa onde se acendem fogueiras, come-se milho preparado de diferentes maneiras, soltam-se fogos de artifício etc, sem menção direta nem indireta do nome de “santos”, e sem orações ou rezas feitas a estes.

Contudo, essa decisão de permitir ou não que os filhos participem desses eventos culturais promovidos e já instalados previamente nos calendários das escolas, deve ser tomada acrescida de uma reflexão sem preconceito e em solo familiar. O ideal mesmo é que essas festas, como uma festa temática, aconteçam em outros meses do ano. Essa é uma posição moderada e prudente.

Verdadeiramente essa festa não tem nada a ver com o cristianismo histórico. Não tem nenhuma base bíblica e é uma inovação estranha a fé evangélica. A pergunta que deve ser feita é porque um cristão deve participar? Devemos antes seguir o conselho do apóstolo Paulo em I Coríntios 6.12, que diz: _”Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.”_

Precisamos nos inconfornar com o mundo para nos conformar com a vontade de Deus, como lemos em Romanos 12.2 _”E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”_.

A Bíblia é o nosso único livro de regra de fé e prática Cristã, e é exatamente em momentos como esse (e não somente) que temos que recorrer aquilo que Deus diz em sua palavra eterna.

À vista dessa curta abordagem, a família é quem decide à luz da palavra de Deus. O único cuidado necessário é que junto as orações em família, devemos orientar e explicar corretamente a nossos filhos e familiares sobre o verdadeiro significado dessa festa.

Convém também pensar que onde passa um boi, também passa uma boiada. É melhor que, por fazer o certo, façamos nossos filhos chorarem hoje, do que ceder aos apelos sociais; e no futuro eles é que nos farão chorar amanhã.

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Kleberson Sergio de Andrade é natural de Jaboatão dos Guararapes/PE, mora no ES desde 2001, é casado com Clause Miranda Quirino de Andrade, com quem tem um casal de filhos, também é colunista do site gospel prime.com, pastor batista desde 2002, professor universitário, pedagogo, licenciado em filosofia e sociologia, psicanalista, pós graduado em ética, filosofia, educação, docência do ensino superior, capelania hospitalar, gestão escolar com habilitação em administração, supervisão, orientação e inspeção escolar; e pastor da Igreja Evangélica Batista em Cariacica/ES.

1 COMENTÁRIO

  1. A minha opinião é a mesma de quando criei os meus filhos.
    Essas festas geralmente são direcionadas a princípios e costumes que não condizem ao que Deus orienta.
    A começar pelas músicas, jogos, leilões, rifas etc.
    Nossos filhos precisam e devem aprender a honrar a Deus com renúncias para uma vida plena de obediência.
    Vida cristã saudável sempre!
    A paz!

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