Confusão e um baleado dentro de restaurante durante prisão por pensão alimentícia em Guarapari

Uma abordagem de policiais civis para cumprimento de um mandado de prisão em um restaurante de Guarapari acabou em confusão e uma pessoa baleada. Parentes do homem baleado alegam que os policiais não mostraram o mandado de prisão e ainda agrediram uma adolescente que se desesperou ao ver o pai ferido.

No começo da tarde desta segunda-feira, dois policiais civis foram até o restaurante para prender Paulo Roberto Brito, 52 anos, proprietário do estabelecimento. Contra ele consta um mandado de prisão em aberto por falta de pagamento de pensão alimentícia.

Paulo estava atendendo os clientes do restaurante quando recebeu voz de prisão. Ao saber que ia ser preso, falou que ia buscar roupas e documentos. Aí começou a confusão.

Um dos policiais o seguiu até os fundos do restaurante e a confusão começou. O policial alega que Paulo reagiu e tentou fugir e teve que atirar porque se sentiu ameaçado pelos familiares do suspeito que o cercaram. No vídeo feito pelos vizinhos, é possível ver que Paulo tentava se desvencilhar do policial dizendo que ia pegar roupas, mas o policial o segurava contra a parede.

Logo depois os dois voltam para dentro do restaurante, momento em que a confusão recomeça e Paulo e atingido por um tiro no pé.

Neste momento, de acordo com as testemunhas, o policial ainda dá mais um tiro para o alto, para afastar os filhos que tentavam intervir na situação.

“Eu vi meu pai tomando um tiro e corri para a frente do policial, porque achei que ele ia matar meu pai. O policial me deu um tapa no rosto tão forte que eu caí no chão.  Achei que ele ia matar meu pai. ele ficava gritando que ia matar meu pai, que ia matar todo mundo lá dentro”, conta a filha do comerciante de 16 anos.

Uma equipe do Samu foi até o local para fazer os primeiros socorros e Paulo foi encaminhado para um hospital da Grande Vitória.

Uma vizinha conta que ouviu a gritaria e foi até a sacada do apartamento para ver o que estava acontecendo.

“Eu vi o Paulo baleado e o policial apontando a arma para ele gritando que ia matar ele. Ele não tinha nenhuma identificação e achei que era bandido. Na hora liguei para a polícia e falei que tinham invadido o restaurante e estavam atirando no dono”, contou ainda assustada.

A assessoria de comunicação da Polícia Civil informou que os policiais acompanharam Paulo para um hospital de Vila Velha, onde permanece com escolta policial. disse ainda que a conduta dos policiais civis será apurada pela Corregedoria da corporação.

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