O vereador de Guarapari, Enis Gordin (PEN), nem começou o seu mandato e já enfrenta alguns desafios. Nesta semana ele descobriu que seu próprio partido, o Partido Ecológico Nacional (PEN), deu entrada na justiça eleitoral pedindo investigação contra ele, por supostas irregularidades em suas contas.

O pedido de Ação de Investigação Judicial Eleitoral, foi feito em nome do presidente do partido, José Raimundo Dantas. Na denúncia o partido alega que Enis teria recebido uma doação no valor de R$ 2.000 reais (dois mil reais) de um taxista de Vila Velha, o que seria vedado pela lei eleitoral, pois concessionários ou permissionários de serviço público não poderiam doar.

Gordin foi acionado na Justiça Eleitoral, pelo presidente do seu partido, José Raimundo Dantas.

O partido pede tutela antecipada, ou seja, que aconteça imediatamente a perda de mandato e a declaração de inelegibilidade de Enis Gordin. Consequentemente, o partido pede a diplomação e a posse do primeiro suplente da coligação, o ex-vereador José Raimundo Dantas.

O pedido foi negado pela juíza eleitoral Terezinha de Jesus Lordelo e as partes vão agora para uma disputa judicial, através da justiça eleitoral.

O Portal 27 procurou o ex-vereador José Raimundo Dantas para que ele explicasse a situação. “Na verdade ele cometeu um erro eleitoral e a justiça já reprovou as contas dele. Mas nós estamos buscando um entendimento. Eu tenho o maior carinho por ele”, disse Dantas.

Partido Ecológico Nacional (PEN), deu entrada na justiça eleitoral pedindo investigação contra o próprio vereador da sigla.

Ainda segundo Dantas, o objetivo é evitar que Enis possa ficar fora da política por mais tempo. “Ele pode ficar fora da política por 8 anos. Mas se ele renunciar ao mandato, pode ficar fora só quatro anos. Se eu for para a Câmara, eu vou representar o sindicato dele”, disse Dantas referindo-se ao sindicato dos motoristas do qual Gordin faz parte.

Dantas explica que pretende fazer um encontro para resolver a situação. “Mas nós vamos tentar chegar a um consenso, através de uma reunião junto com o deputado Rafael Favato”, disse.

ENIS. Procurado por nossa reportagem Enis Gordin se disse decepcionado com o partido. “Ficamos muito tristes quando tomamos conhecimento, pois eu jamais imaginaria que o próprio partido iria entrar contra mim.  Eu pensava que partido era para poder ajudar, o princípio do partido era ajudar o candidato a se eleger e a se defender de qualquer coisa contra o eleito. E não o próprio partido pleitear a vaga do candidato. Estou surpreso, chateado e decepcionado”, disse.

Segundo o vereador, a situação das suas contas será provada na justiça através de seus advogados. Eles reafirma que todas as doações foram feitas dentro da legislação. No caso específico, o taxista doou para a campanha como pessoa física e não como permissionário de serviço público.

De acordo com Gordin, o momento agora é de pensar se continua no partido. “Agora a gente pensa se vai manter o vínculo, ou seja, se vamos ficar ou não no partido”, finalizou.

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