A duplicação da BR-101, uma das principais rodovias que cortam o Espírito Santo, foi tema da Comissão de Infraestrutura em reunião nesta segunda-feira (9). As obras, administradas pela concessionária Eco101, já começaram e vão custar R$ 3,2 bilhões aos cofres públicos. A previsão é que 90% da rodovia sejam duplicadas em 10 anos. A concessão foi realizada para o prazo de 25 anos.

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previsão é que 90% da rodovia sejam duplicadas em 10 anos

A Eco101 administra um trecho de 475,9km na BR 101. A maior parte da extensão – 458,4km – está localizada no Espírito Santo – e o restante na Bahia. Nesse trecho, a rodovia passa por 25 municípios, desde o trevo de acesso a Mucuri, no sul da Bahia, até a divisa com o Rio de Janeiro.

A rodovia leva a cinco importantes portos: o de Vitória e o de Tubarão, na capital capixaba; o do Açu (ainda em construção), no Rio de Janeiro; o de Ilhéus, na Bahia; e o da Barra do Riacho, em Aracruz (ES). O trecho dá acesso ainda às principais praias capixabas, como as de Guarapari e Vila Velha, destino de milhões de turistas durante todo o ano.

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Comissão de Infraestrutura em reunião nesta segunda-feira

Além de operar e fazer a manutenção da rodovia, a Eco101 também será responsável pela duplicação de todo o trecho até o final do contrato de concessão. Metade da extensão, no entanto, deverá ser concluída nos seis primeiros anos.

Segundo o diretor-superintendente da Eco101 no Espírito Santo, Roberto Paulo Hanke, no projeto de duplicação está prevista a construção de 19 passarelas, 36 ruas laterais, 24 rotatórias, além da instalação de novas balanças na rodovia. “Nós vamos trabalhar na duplicação da BR-101 e cuidar de cada detalhe desse projeto. Detalhes que são imprescindíveis porque o número de carros que circulam por essa rodovia faz com que ela se torne muito perigosa”, disse.

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Infraestrutura recebeu Roberto Hanke, diretor da Eco101, concessionária das obras da BR-101 no ES.

Com a duplicação da rodovia, sete praças de pedágio serão instaladas a partir de maio de 2014 nos seguintes municípios do Estado: Pedro Canário, São Mateus, Aracruz, Serra, Guarapari, Itapemirim e Mimoso do Sul. Os preços devem girar em torno de R$ 1,60 até R$ 3,70.

No debate, os parlamentares cobraram do superintendente da ECO101 maior atenção para determinados trechos da rodovia. Entre eles, os que ligam os municípios da Serra e Fundão a Vitória. “Esses dois trechos precisam ser reestruturados. Neles, encontramos diariamente, sérios problemas como congestionamentos e acidentes. Na maioria das vezes, isso acontece em virtude do péssimo estado de pavimentação e sinalização desses trechos”, destacou Jamir Malini (PTN).

“Os mesmos problemas se fazem presentes nos trechos que ligam Linhares a São Mateus. Estamos confiantes de que vocês vão apresentar um bom trabalho na execução dessas obras”, acrescentou José Esmeraldo (PMDB). Hanske disponibilizou o telefone 0800-7701101 para reclamações, dúvidas e sugestões quanto à obra.

Por se tratar de uma via federal, a fiscalização cabe ao Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit). Apesar disso, o presidente do colegiado, deputado Marcelo Santos (PMDB), ressaltou que o grupo não pode deixar de cumprir seu papel. “É uma rodovia de grande importância para o Estado e vamos acompanhar passo a passo da obra. A visita da Eco101 à comissão nos adianta alguns temas que teremos de tratar com maior atenção no próximo ano. Vamos retribuir a presença com uma visita técnica em algum trecho da obra”, afirmou o presidente.

Renata Moreira/Web Ales

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