O que era para ser mais uma manhã tranquila de trabalho na última segunda-feira (7), acabou sendo um grande susto e trouxe revolta para 28 funcionários de uma empresa de produção de cimentos em Guarapari. Os funcionários chegaram para trabalhar e deram falta de vários equipamentos dentro da industria. Eles foram até a sala do chefe e se depararam com a porta trancada e o espaço vazio. Logo, invadiram e constataram que o dono havia abandonado a empresa e levado todos os documentos dos trabalhadores. Foi aí que o desespero tomou conta de todos.

“Chegamos na empresa e os peões disseram que o patrão não estava no local. Na hora eu já pensei e tive certeza que ele tinha fugido. Quando nós arrombamos a porta, vimos que ele levou todos os hd’s dos computadores, o aparelho que registrava as imagens das câmeras, e os documentos da empresa, levou a pasta onde estava todos os nomes dos funcionários com cpf. Toda nossa folha de pagamento sairia em torno de R$: 37 mil”. Disse Ana Cláudia.
Diante da situação, vendo o abandono e o descaso em que o proprietário da empresa, identificado como A.O.M, de 34 anos, deixou todos, a Polícia Militar foi acionada até o galpão. Ele havia desligado todos os possíveis números para contato e não se encontrava em casa. No local, o porteiro informou que ele havia saído de férias e não disse para onde iria. O empresário ainda foi a escola do seu filho e pediu a transferência. A PM orientou a todos que fossem até o ministério do trabalho, para que fossem cobrados seus direitos trabalhistas. Ana que trabalhava na parte financeira, disse ainda que seu chefe já sabia da situação crítica da empresa e que dizia que tudo ia dar certo e todos receberiam o que lhes eram de direitos.
“A primeira coisa que nós pensamos em fazer depois que vimos a situação, foi pegar tudo que tinha lá dentro, vender, para tentar recuperar pelo menos um pouco do dinheiro. O dono do galpão disse que nós poderíamos vender tudo que está no nome da empresa e que esteja pago. Eu suspeitei da fuga dele na terça-feira da semana passada, pois ele estava muito estranho. Todos os funcionários já estavam cientes que a empresa poderia falir. Muitos já estavam procurando outro emprego”. Desabafa a funcionária.
Após toda a confusão, os próprios funcionários começaram uma investigação sobre quem seria realmente o empresário. O que sabiam, era que ele alegava ter vindo do Maranhão e teria também uma empresa em São Paulo. Durante os últimos dias de funcionamento, muito se ouvia sobre a cidade de Maringá, no estado do Paraná. Foi o ponto inicial para a busca incansável de informações sobre o proprietário.

“Nós começamos a pesquisar sobre ele. que falava demais em Maringá, ele já deu golpe lá e em Sarandi, no estado do Paraná. Estão procurando ele lá também. Nós, os funcionários somos os menos prejudicados. Aqui em Guarapari, existem empresas que ele está devendo e eles precisam ir até a Delegacia para prestar queija”. afirma a auxiliar financeira de 27 anos.
Na quarta-feira (9), cerca de 20 funcionários foram até a 5° delegacia regional do município, para registrarem o fato. Nossa reportagem procurou a Delegacia Patrimonial da cidade, que vai investigar o caso e questionamos ao delegado David Gomes, sobre quais seriam agora, os procedimentos adotados para dar seguimento e começar uma investigação do caso.

“A partir do registro das ocorrência será iniciado o procedimento onde os fatos serão apurados e caso comprovado o envolvimento do empresário com a prática dos crimes, ele responderá por estelionato, frustração e direito trabalhista e falsidade ideológica por estar utilizando um nome falso”. afirma o titular.
David ainda afirma a importância e da iniciativa da população em registrar um boletim unificado, ele explica que é a partir dele que a investigação começa. “O procedimento aqui, só deflagra com a denúncia das pessoas, neste caso, dos trabalhadores. A partir da ocorrência feita, eles serão ouvidos e será dado início ao inquérito policial.
Quem tiver alguma informação sobre o rapaz. Deve procurar a polícia ou denunciar ao 181.











