Após ter pensado em desistir de construir um posto de combustível no Centro de Guarapari, uma vitória na Justiça animou o empresário mineiro Augusto José Moreira Câmara a continuar investindo na cidade. A Justiça deferiu uma liminar para suspender o decreto 585/2015, que determinava a suspensão do Alvará de Licença de Obras, concedido ao empresário pelo próprio órgão.


A decisão da prefeitura em suspender o alvará de licença de obras foi, segundo o empresário, por causa de uma denúncia feita por um dono de uma rede de postos da cidade. A denúncia foi protocolada na prefeitura e em sete dias a obra foi embargada. “Achei um absurdo não ter direito de defesa, e um ato público tramitar tão rápido na prefeitura chega a ser curioso. Normalmente isso leva meses”, indaga Augusto.
O empresário mineiro conta que comprou o terreno em 2013, e que há dois anos batalha para conseguir as licenças necessárias para a construção do posto. E neste ano, com todos os documentos em mãos, foi denunciado até no Ministério Público, por estar construindo em uma área considerada imprópria pelo denunciante. “Os bombeiros chegaram a receber duas denúncias, uma em Guarapari e outra em Vitória. E nas duas denúncias, os bombeiros informaram que não tinham o que fazer, já que eu estou dentro da legalidade. Eles aprovaram o meu projeto, assim como a prefeitura também fez”, disse ele.

Abaixo assinado. Segundo Augusto, até um abaixo assinado foi feito por alguns empresários. “Os donos de postos de combustível fizeram um abaixo assinado para que eu não me instalasse na cidade, e até hoje eu tento entender o motivo. Quando outro supermercado vem se instalar na cidade, os empresários do ramo também vão contra? Não entendo porque isso está acontecendo comigo. Parece uma perseguição política”, diz Augusto.
Gasolina mais barata. Ele enfatiza que Guarapari possui a gasolina mais cara do Estado, e quer trazer combustível mais em conta. “Quero investir na cidade. A frota de carros cresceu muito em Guarapari, e a quantidade de postos não mudou. E aí os donos de postos colocam os preços que querem, e todos são obrigados a abastecerem nesses postos. Acredito que em Vila Velha há uma disputa entre os postos, e por isso os preços são menores. Para haver uma competição de preços, é necessário o investimento de novos empresários”.











