A feira de verão que acontece há 19 anos em Guarapari foi interditada pela fiscalização da prefeitura na tarde de ontem, ação que gerou diversas reclamações por parte dos envolvidos na organização, que alegaram estar funcionando de acordo com o estabelecido pelo Decreto Municipal.

A Secretaria de Postura e Trânsito esclareceu que a ação ocorreu em cumprimento aos decretos estadual e municipal, que impedem a realização de feiras enquanto a classificação estiver em alto risco.

Este ano, a coordenadora da Feira Interestadual de Negócios do Artesanato de Guarapari (Feinart), Maria das Graças Reis Costas, explicou ao Jornal A Tribuna, que por conta da pandemia, as atividades da feira foram transformadas em centro comercial, recebendo características diferentes.

“Para levantarmos a tenda na cidade, é preciso entrar com toda a documentação na lei de eventos, na secretaria de desenvolvimento (do Estado). Quando entregamos toda a documentação, a secretária nos liberou para fazer o evento. Mas a partir de uma reunião do Comitê do Covid, saiu que feiras seriam proibidas, e ela fez um documento mudando o nome do evento para centro comercial. Nós viramos Centro Comercial do Fomento do Artesanato Capixaba, e nos pediram que os stands virassem lojinhas por conta dessa mudança”, disse Graça.

Equipe da Prefeitura responsável por realizar a lacração do local.

No entanto, cinco dias após a abertura do local, o local foi interditado pela prefeitura, e a coordenadora da Feinart disse que o Comitê de Saúde de Guarapari não reconheceu dessa maneira.

“Guarapari não quer reconhecer a feira como centro comercial. Nós estamos respeitando horário, transformamos os estandes em lojinha, e estamos seguindo a risca todos os protocolos exigidos por conta da pandemia. Acredito que se fechou aqui, muitos lugares precisam ser fechados. No decreto diz que o parque não deve funcionar, mas eles não pararam. Então não dá para entender a fiscalização”, completou Graça.

O local, segundo a coordenadora, recebe quase 500 expositores que vem de várias partes do estado, do Brasil e até do exterior. Para ela, é uma falta de respeito com quem se organiza durante o ano inteiro para trabalhar no verão de Guarapari. “Nós começamos as organizações há sete meses. Os expositores batalham por todo o ano para estarem aqui, e vem a prefeitura sem querer entender a mudança e interdita”, finaliza.

Em nota, a Secretaria de Postura e Trânsito, responsável por lacrar o local da feira, respondeu:

“A Secretaria de Postura e Trânsito informa que a ação ocorreu em cumprimento aos decretos estadual e municipal, que impedem a realização de feiras enquanto a classificação estiver em alto risco.

Os responsáveis pela feira já haviam recebido da Secretaria de Turismo, Empreendedorismo e Cultura (Setec), um documento inviabilizando a autorização anteriormente expedida, pois na época estava Guarapari em moderado risco.

Mesmo com esse documento, eles abriram a feira, e por esse motivo foi realizada a interdição do local, e por ter desrespeitando mais uma vez, foi lacrado o local.”

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