Gás de cozinha custa 9% do salário mínimo pela 1ª vez desde 2006

Brasileiros que precisaram trocar a botija de 13kg de Gás Liquefeito de Petróleo para cozinhar na última semana tiveram que desembolsar cerca de R$ 98,67. É o que afirmam os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Informações compiladas pelo Observatório Social da Petrobrás apontam que o valor, que corresponde a 8,97% do salário mínimo de R$ 1.100, equivale ao maior percentual em comparação com o piso da remuneração oferecida aos trabalhadores desde o início de 2008. Houve uma tendência de queda da proporção entre o GLP e o salário mínimo ao longo da maior parte do século, interrompido entre os anos de 2015, quando um botijão de 13 kg chegou a significar 5,7% da remuneração mínima, e 2017.

Se o reajuste de 7,2% no preço do gás de cozinha anunciado pela Petrobras nas refinarias for repassado aos consumidores, o valor médio cobrado pelo botijão pode chegar a R$ 105,80 e se aproximar de 10% do salário mínimo, o que não ocorre desde março de 2006.

Os dados da ANP mostram que o valor cobrado pelo botijão já é encontrado por mais de 10% do salário mínimo em todas as regiões do Brasil. No Norte, Sul e Centro-Oeste, o preço máximo supera R$ 130 ou mais de 11% da remuneração mínima dos brasileiros.

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