Assembleia geral delibera sobre manutenção de serviços essenciais e instala o Comando de Greve do Sintufes, às 10 horas, em Goiabeiras
Assembleia geral delibera sobre manutenção de serviços essenciais e instala o Comando de Greve do Sintufes, às 10 horas, em Goiabeiras

Os trabalhadores técnico-administrativos em Educação das universidades federais do Brasil começam uma grande greve nacional por tempo indeterminado a partir da segunda-feira, dia 17 de março de 2014. Neste dia, a partir das 10 horas da manhã, será realizada uma assembleia geral da categoria, na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Ufes (Sintufes), no campus de Goiabeiras, em Vitória.

A assembleia terá os seguintes pontos de deliberação: 1- Informes gerais e de conjuntura; 2- Informações sobre as negociações da pauta de reivindicações da categoria; 3- Deliberar sobre a manutenção dos serviços considerados essenciais; 4- Deliberar a criação e destinação do fundo de greve, para toda a categoria (sindicalizados e não sindicalizados); 5- Instalação do Comando de Greve; 6- Encaminhamentos.

O Comando de Greve do Sintufes definirá locais de concentração dos trabalhadores em cada um dos campi, bem como coordenará as ações e manifestações durante os dias de greve. Greve essa que terá início, uma vez que o governo federal não acenou com propostas nas últimas reuniões com a entidade que representa a categoria.

!Vamos fazer uma greve forte, pois só assim poderemos ter nossas reivindicações atendidas”, convoca a coordenadora-geral da Fasubra e diretora do Sintufes, Janine Vieira Teixeira.
!Vamos fazer uma greve forte, pois só assim poderemos ter nossas reivindicações atendidas”, convoca a coordenadora-geral da Fasubra e diretora do Sintufes, Janine Vieira Teixeira.

“A Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil) fez reuniões com o governo, e nada foi apresentado. Não houve nada de concreto para atender nossas reivindicações nem por parte do Ministério da Educação e nem por parte do Ministério do Planejamento. Só promessas de reuniões futuras. Por isso, a deflagração da greve é inevitável. E a greve começa a partir da segunda, dia 17, em todas as universidades federais e nos seus hospitais universitários. Vamos fazer uma greve forte, pois só assim poderemos ter nossas reivindicações atendidas”, convoca a coordenadora-geral da Fasubra e diretora do Sintufes, Janine Vieira Teixeira.

Todos os campi!
Aqui no Estado, os trabalhadores dos campi da Ufes de Goiabeiras e Maruípe, em Vitória, os de Alegre (Centro de Ciências Agrárias, no Sul do Estado) e os de São Mateus (Centro Universitário do Norte do ES) vão participar do movimento paredista.

Os trabalhadores técnico-administrativos do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam – Hospital das Clínicas) – campus de Maruípe, também vão aderir à paralisação.

A categoria deve manter nesses locais um efetivo mínimo de 30% dos trabalhadores
A categoria deve manter nesses locais um efetivo mínimo de 30% dos trabalhadores

Funcionamento
Durante o movimento grevista, no Hucam, os setores de marcação de consultas e consultas ambulatoriais de clínica geral, pediatria geral, ginecologia entre outros procedimentos não serão realizadas normalmente. A categoria deve manter nesses locais um efetivo mínimo de 30% dos trabalhadores. Apenas serviços de internação e cirurgia, além das consultas de programas especiais (diabetes, oftalmologia, câncer, aids, tuberculose, hanseníase entre outros) não serão afetados pela paralisação.

Já nos campi (Goiabeiras, Maruípe, São Mateus e Alegre) os trabalhadores devem manter o efetivo de 30% nos colegiados e secretarias de cursos, pró-reitorias e demais setores. Com isso, o funcionamento de serviços de matrícula, bibliotecas, restaurantes universitários será afetado pela paralisação.

A greve foi deliberada pela plenária nacional da Fasubra, no dia 09 de fevereiro de 2014, e vai atingir quase 50 universidades federais em todo o Brasil.

Os trabalhadores reivindicam melhorias na carreira, reposicionamento dos aposentados, jornada ininterrupta de trabalho, cumprimento integral do acordo de greve de 2012, revogação do contrato dos hospitais universitários com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), entre outros pontos. Veja abaixo na íntegra.

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