crmO Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) está na cola da Prefeitura de Guarapari e do Governo Casagrande, cobrando melhorias na situação de descaso do atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.  Há pacientes com risco de morte ou de dano irreparável à saúde, que ficam, com frequência, vários dias na unidade. Para piorar a situação a fiscalização do CRM-ES constatou que a grande maioria dos socorristas não tem experiência em conduzir e realizar partos. O presidente do Conselho tentou diversas vezes ir até o local, mas havia sido proibido de entrar na Unidade.

“Guarapari não é cidade saúde, é cidade doença” afirma Severino Dantas Filho, presidente do CRM-ES.

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A UPA tem 60 dias desde o dia 18 de Dezembro do ano passado para se adaptar as normas impostas pela Justiça capixaba.

A prefeitura e o governo terão que garantir melhores condições de atendimento à população que precisa utilizar a UPA da cidade. A decisão é da juíza Maria Cláudia de Garcia Paula Allemand que ordena à administração municipal, que compre todos os insumos que faltavam e corrija as falhas estruturais da unidade, de acordo com relatórios feitos por fiscais do CRM-ES. Cabe ao estado, a remoção dos pacientes que precisam de cirurgias e a realização de partos, para  hospitais mais preparados para esse tipo de atendimento, sejam eles públicos ou privados.

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O Presidente do Conselho Regional de Medicina aqui no ES, tentou entrar na UPA de Guarapari, mas foi impedido.

As ações devem ser imediatas. Para garantir que as mudanças sejam cumpridas e a Unidade continue em atendimento, a justiça deu um prazo de 60 dias. A Prefeitura da cidade tem até o dia 15 de Fevereiro para se adequar as normas impostas pela Juíza. Caso isso não ocorra, a promessa é de que o caso seja denunciado ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ)

Os fiscais do Conselho de Medicina ainda constataram a realização de partos dentro da Unidade de Saúde e a falta constante de medicamentos e materiais para trabalho dos médicos. O presidente do Conselho Regional afirma que a unidade está desassistida. “Faltam insumos básicos, o Ministério da Saúde estabelece uma lista de materiais e equipamentos que obrigatoriamente devem constar do aparato normal e regular das unidades de pronto atendimento. Ainda há problemas graves de ordem estrutural, que precisam ser urgentemente sanados. A decisão da Justiça é uma vitória para os profissionais de saúde que atuam na unidade e para a população da região”, ressalta o Presidente do CRM-ES.

O presidente também alerta que a Prefeitura não promove a eleição para a Direção Clínica da UPA e nem elege profissional médico como supervisor da unidade. São falhas que ferem as normas da boa gestão administrativa na área médica.

Procuramos a Prefeitura para falar sobre as denúncias contra a saúde da então “cidade saúde”, mas por conta do horário, ainda não tivemos respostas. A reportagem do portal 27 está aberta para qualquer diálogo com o município.

Além de Guarapari, outras 35 unidades de saúde e hospitais entraram para o dossiê que já preenche mais de 200 páginas. São diversos problemas enfrentados na saúde do nosso estado.

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O Hospital Infantil em Vitória e o Hospital São Lucas também na capital, sofrem desde o ano passado com a situação alarmante da saúde capixaba.

Pessoas em corredores, péssimas condições de trabalho, lixo hospitalar em meios aos pacientes, falta de vagas, tetos caindo aos pedaços e até partos irregulares. Mortes têm sido constantes, mostrando um quadro de difícil  mudança.

 

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