Na tarde desta quarta-feira (15) moradores do bairro Adalberto Simão Nader realizaram um protesto contra a violência no bairro que acabou resultando na morte do pequeno Adriano Martins dos Santos, de 7 anos, no início da noite desta terça-feira (14).

Para evitar qualquer tipo de violência militares do Exército acompanharam a manifestação, mas tudo aconteceu de forma pacífica. Aproximadamente cem pessoas caminharam com roupas pretas e bolas brancas pedindo paz e justiça ao som do hino gospel “Com muito louvor”.

O primo do pequeno Adriano, Carlos Alberto Hadad dos Santos afirmou após a morte do menino fizeram uma manifestação contra a violência e foram mal recebidos e por isso, decidiram fazer um novo protesto.

“O motivo da nossa manifestação de hoje é que com todo esse acontecimento fomos lá no Batalhão e ao invés de sermos bem recebidos eles pegaram o cassetete para a gente. Ficamos tristes e resolvemos fazer a manifestação. Ontem fizemos uma e não resolveu de nada, vamos ver se hoje vai valer. A gente não quer não quer roubar nada de ninguém, só queremos mostrar para eles que queremos mudanças. É lamentável e só queríamos que isso não voltasse a acontecer. Que isso sirva de exemplo.”

A manicure Ana Caroline estavam caminhando com sua bebê e explicou que tudo que eles querem é segurança no bairro. “Queremos justiça no nosso bairro já é a segunda criança que morre por causa da troca de tiro. Estamos arriscados a tomar tiro a qualquer momento. Somos trabalhadores honestos e não queremos nada de ninguém, só queremos o nosso direito de ter segurança, nós pagamos impostos e temos direito a isso. Temos crianças que não podem ter um lazer para brincar porque toda hora vem alguém dando tiro, temos que ficar dentro de casa porque não temos segurança nenhuma no bairro”.

Imagens aéreas: nossa equipe registrou o protesto com o drone.

“Era um menino criado lá no morro, uma criança criada com meu filho. Ao lado de onde aconteceu o tiroteio tinha uma escolinha de futebol e não temos segurança nenhuma. Era uma criança e não tem justificativa para esse crime não. Não estamos culpando a polícia ao todo, mas quando ela está rodando nos bairros sentimos mais segurança. No horário de saída da escolas estamos desprevenidos. Ontem tivemos colocar fogo na rua para chamar atenção do Exército para poder hoje está aqui com a gente. Eles foram lá conhecer o bairro. Mas criança não pode brincar na rua. Nosso protesto é pacífico, mas estamos revoltados. As crianças estão com medo de acontecer com eles, meu filho nem conseguiu dormir essa noite”, relatou a costureira Silvana Rosa.

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