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A ARMADILHA SILENCIOSA

A falta de comprometimento com a LIBERDADE gera sofismas e paralogismos infinitamente piores que os factuais PRECONCEITOS – O “fingir-se de morto” é bem mais nocivo que ter a moral defenestrada por atos ou conceitos. Na defenestração podemos exercer as possibilidades de defesa que a LIBERDADE nos dá por direito, mas não há como combater o “Silêncio Mórbido” de uma sociedade doente. Um silêncio que cria armadilhas para a mente e usa do “faz de conta” para reger uma orquestra de um músico só – geralmente a nossa… aquela orquestra que só toca a nossa música – nossas opiniões sem direito a réplica.

A PIADA SEM GRAÇA DO VOVÔ

Hoje seria impossível conceber um programa humorístico no estilo de “OS TRAPALHÕES”, que entrou para o Guinness como o programa humorístico de maior duração da televisão, com trinta anos de exibição – Didi, Dedé, Mussum e Zacarias não teriam a menor graça.
Para começar, Didi era o cearense – “o cabeça chata”; Dedé, o “rapaz alegre” – apelidado por Didi em referência à sua masculinidade; Mussum, (para mim o mais divertido), negro, cachaçudo convicto e autor de bordões como “Forevis” e “Cacildis”; Zacarias, baixinho, careca e com personalidade infantil. E aí, daria para rolar piadas com esta turma vovô? Imagino que não. Hoje um simples olhar enviesado já dá processo, cadeia, morte ou paulada. Nos dias atuais até papagaio tem sua “bíblia do que pode e o que não pode”.

RAQUEL, A MULATA DE ALMA BRANCA… (Calmaaaaaa)

Eu não conheço uma pessoa mais divertida e risonha que Raquel Aparecida Roberto, a mulata da foto abaixo. Ela sempre se intitula “A Mulata de alma Branca”. A primeira vez que ouvi isso, olhei para todos os lados com medo que a patrulha dos encrenqueiros tivesse escutado e dei aquela gargalhada abafada na esperança que nenhuma sirene tocasse. Os patrulheiros de plantão veriam na “alma branca” o preconceito estampado, mas Mussum e meu avô, de descendência indígena, soltariam gargalhadas e veriam pureza, ingenuidade… é o jeito da mulata e pronto! NÃO TEM NADA DE NEGROS VERSUS BRANCOS… até porque Raquel é a prova viva do orgulho da cor que carrega na pele ou do cabelo espichado da filha sobre o qual ela faz piadas toda vez que tem que desembaraçar… diz ser uma prova de Deus… rsrsrsrs

Raquel Aparecida Robero - A Mulata de Alma Branca (SEM O PRECONCEITO QUE AS PALAVRAS SUGEREM)
Raquel Aparecida Robero – A Mulata de Alma Branca (SEM O PRECONCEITO QUE AS PALAVRAS SUGEREM)

A PSICOLOGIA DE ARAQUE

Em nome do combate ao “PRECONCEITO” enjaularam a “LIBERDADE DA VIDA E DE EXPRESSÃO”. Exercer a liberdade é tarefa árdua e pressupõe entendê-la em todas as suas dimensões – com direitos e deveres (não AQUELA OUTRA liberdade com Direitos Exacerbados e Deveres de Mentirinha). E o que é melhor, nos poupa da DIVINIZAÇÃO DO PRECONCEITO. Este, nos segrega a ALMA e cerceia nosso pensamento apenas no “público” – porque na vida “privada” não nos privamos das velhas piadas do Trapalhões… ou como dizia Elis: “Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”.

ONDE ESTÁ O MAL EM VIVER COMO NOSSOS PAIS? Recordo-me de ver na minha infância mais alegria verdadeira do que a de hoje… até mesmo quando cantávamos “Atirei o pau no gato tô tô…”. Até onde sei a violência das palavras raramente viravam realidade… o mesmo não podemos dizer hoje, em que não atiramos mais o pau no gato…mas…mas…mas contam-se aos montes os mortos da violência diária… Resumindo: HÁ MUITA PSICOLOGIA DE ARAQUE NO COMBATE AO PRECONCEITO, QUE CADA VEZ MAIS VAI SE TORNANDO DIVINO… INTOCÁVEL – PURA FALÁCIA.

Para quem não entendeu até aqui o “Divinizado” – Compare: O Divino não se discute. Tanto é assim que se fazem Guerras por Deus ou deuses. É como o PRECONCEITO em sua gestação atual: seguimos a cartilha e fazemos o parto de nossos conceitos atuais com base na opinião politicamente correta de uma meia dúzia de “ditos iluminados” – podemos atirar o pau no gato na surdina, mas jamais em praça pública.

AS COTAS DO PRECONCEITO

Longe de mim qualquer crítica às “Cotas” que, visam combater o Preconceito Social – mas será que estas “panelinhas” não degradam ainda mais quem nelas adentram? Não me refiro à qualidade dos que elas proporcionam, nem à capacidade dos contemplados, mas ao rótulo que lhes são impostos. Isso sem falar das formas oportunistas, pois se você tiver uma gota… apenas uma gota de sangue negro, já pode postular seu direito às tais “cotas”. MAS…MAS…MAS… a maré já está virando, em alguns casos concorrer como não cotista dá mais chances a quem vai competir….
Porque então esta paranoia com as diferenças? Preto, branco, azul, amarelo, roxão… o mundo é um arco-íris… (opa… VIXE…arco-íris, rsrsrsrs). As respostas e evidências apontam para o único caminho possível e impossível… este: ADORAMOS FINGIR QUE SOMOS PERFEITOS, ADORAMOS MAQUIAR A REALIDADE COM PALAVRAS, LEIS E TROCENTAS OUTRAS COISAS MAIS.

RESPEITO É BOM E MEU PAI GOSTAVA…

De fato mesmo, só existe um caminho para colocar o PRECONCEITO no seu devido lugar: RESPEITO, RESPEITO E RESPEITO! Exemplo: No Brasil precisa-se de uma Lei para fazer valer o direito do IDOSO, mas no Japão o RESPEITO é a LEI. No Brasil precisa-se de “Cotas” para a inclusão social… no Japão a “COTA” é a “EDUCAÇÃO DE PRIMEIRA” para todos… sejam cegos, surdos, aleijados, amarelos ou cinzentos – que em terras tupiniquins seria possível, se não fosse a tal corrupção.

A VIAGEM

Estamos precisando viajar para o outro lado do mundo. E não estou estou me referindo ao Japão – falo do mundo em nós mesmos – em que o PRECONCEITO não nos poupa das piadas dos eternos Trapalhões ou de cidadãos como Raquel e nos concede a humanidade para entender que, a graça da piada ou do propósito, não nos torna desiguais.

A BAGAGEM

Eu costumo fazer esta viagem me desfazendo de todas as amarras “ignorantes”, tendo sempre em vista que só preciso melhorar a mim mesmo para melhorar o mundo… e nelas estou sempre atento a esta reflexão do estadunidense, poeta e transcendentalista Henry David Thoreau: “Nunca é tarde para abrirmos mão dos nossos preconceitos” – dos VERDADEIROS PRECONCEITOS.

Camara Municipal de Guarapari – Participe
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