Depois de alguns meses de reabilitação, 10 pinguins-de-magalhães que terminaram o tratamento no Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (CRAM) foram soltos na quinta-feira (14). As aves foram encontradas no Espírito Santo, no Rio de Janeiro e na Bahia e foram devolvidas para o mar a 20 quilômetros da praia de Iriri, em Anchieta.

O tempo de tratamento dos pinguins é variável, alguns estavam no CRAM desde setembro de 2015. As aves passam por uma série de testes antes de serem levados de volta ao mar. Depois que a troca de penas é concluída, são feitos testes de permeabilidade, para garantir a sobrevivência do animal em seu habitat natural.

Foto: Assessoria de Comunicação/Ipram
As aves foram soltas na quinta-feira (11), em Iriri. Foto: Assessoria de Comunicação/Ipram

São realizados exames de sangue para analisar o volume de células vermelhas e detectar a presença de parasitas. Além dos exames de saúde, a equipe realiza uma avaliação do comportamento do animal, que deve estar ativo e com apetite regular. Os pinguins são alimentados antes da soltura para que tenham uma reserva quando chegarem ao mar.

Caso sejam encontrados animais encalhados no litoral, o contato com o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram) é realizado por meio do telefone de plantão (27) 99865-6945, ou por meio do Projeto de Monitoramento de Praias, pelo telefone 0800 039 5005.

Foto: Assessoria de Comunicação/Ipram
Durante a fase de recuperação, cada pinguim consome aproximadamente um quilo de peixe por dia, além de usarem medicamentos e fungicidas. Foto: Assessoria de Comunicação/Ipram

O Centro de Reabilitação

O Centro de Reabilitação é de responsabilidade do Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (IPRAM), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) e do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema).

Pinguins-de-Magalhães

Os pinguins-de-magalhães ou Spheniscus Magellanicu, possuem colônias na Patagônia do Chile e da Argentina e se alimentam, principalmente, de peixes como anchova e a sardinha. Durante o inverno, sobem a costa do Atlântico em direção ao Norte, seguindo as correntes marinhas em busca de alimento.

Quando encalham nas praias, já estão fracos e debilitados, alguns até machucados. Durante a fase de recuperação, cada um deles consome aproximadamente um quilo de peixe por dia, além de usarem medicamentos e fungicidas.