A terceira e última audiência pública para tratar sobre a situação do transporte intermunicipal de passageiros em Guarapari foi realizada na tarde de hoje no auditório da Promotoria de Justiça de Guarapari.

A discussão foi sobre a ordem judicial que proíbe as empresas de ônibus de embarcar e desembarcar passageiros fora da nova rodoviária, o Rodoshopping, para cumprir uma cláusula do contrato de concessão para exploração da rodoviária, que foi assinada na administração do ex-prefeito Edson Magalhães (PSD). A Justiça determinou que isso deve acontecer a partir do próximo dia 19 de maio.

Na ata, que será encaminhada à Justiça, para apreciação, os participantes concordam com alguns termos que possibilitem a prefeitura não arcar com prejuízos provenientes de multas por quebra de contrato com os proprietários da rodoviária e que também não puna a população que utiliza os serviços dos ônibus.

Uma ata, assinada por todos os presentes foi redigida e será usada para buscar soluções sobre o transporte público. foto: João Thomazelli/Portal 27
Uma ata, assinada por todos os presentes foi redigida e será usada para buscar soluções sobre o transporte público. foto: João Thomazelli/Portal 27

“Uma das propostas e transferir para o prédio da rodoviária algumas secretarias que hoje funcionam em imóveis alugados. Isso faria com que a rodoviária tenha uma compensação pela falta de fluxo no terminal e também atrairia aquelas pessoas que precisam ir resolver suas questões nestas secretarias, mas nada é certo ainda. Estamos buscando soluções para a questão”, explicou o prefeito Orly Gomes.

Para se ter uma ideia no número de pessoas afetadas com a possível mudança, apenas no horário de 5 da manhã até as 8h30, estima-se que mais de mil pessoas usem os ônibus intermunicipais para chegarem ao trabalho.

Entre as propostas colocadas na ata, e que mais desagradou os representantes dos usuários de ônibus, está a possibilidade do sistema Transcol ser suspenso temporariamente no município. Com isso, as empresas Alvorada e Planeta se comprometeriam a reduzir o preço das passagens para Vitória.

Depois que foi levantada a questão sobre a suspensão do Transcol em Guarapari, a professora Climeni Araújo Rodrigues, que na audiência passada (veja aqui) já havia se manifestado contra ações que deem prejuízos à população mais carente que usa o serviço de ônibus falou novamente.

“Vocês estão esquecendo de uma parcela muito importante da população que não está aqui, que é aquela que recebe salário mínimo e que usa o Transcol, não por opção, mas sim por necessidade. Estamos falando de Alvorada e Planeta, mas esquecendo da parte mais pobre que já sofre muito para conseguir pagar o Transcol”, desabafou.

A ata, assinada por todos os presentes, foi entregue à Promotoria de Justiça, que tentará junto à órgãos públicos e à própria Justiça, uma prorrogação da data limite estipulada por liminar.

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