Na tarde de ontem (28) a equipe de investigadores da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Guarapari prendeu duas pessoas acusadas de torturar, matar e enterrar em um matagal o adolescente João Anísio, de 17 anos. O corpo do adolescente foi encontrado no dia 04 de maio deste ano pelo pai da vítima próximo a Village do Sol.

Everton e Suender foram presos em Jacaraípe. Foto: divulgação
Everton e Suender foram presos em Jacaraípe. Foto: divulgação

Os policiais da DCCV estavam à procura dos autores do crime há duas semanas. Eles já haviam identificados os suspeitos e munidos de mandados de prisão começaram uma operação que durou vários dias e teve seu desfecho no final da tarde de ontem em Jacaraípe, na Serra.

Na última sexta-feira policias militares do Grupo de Apoio Operacional já haviam realizado a prisão de outros dois suspeitos de participação na morte do adolescente. José Iderlandi e Juliano Alves Hugo foram presos em Guarapari.

JoãoAnísio
O corpo do adolescente foi encontrado no dia 04 de maio deste ano pelo pai da vítima próximo a Village do Sol.

Os detidos na tarde de ontem, identificados como Everton Costa Azevedo, 29, e Suender dos Santos Pinheiro, 22, estavam se escondendo em uma casa em Praia Grande, Jacaraípe. A campana para prender os dois suspeitos restantes do crime começou ainda cedo, quando os policiais civis passaram a seguir as namoradas deles.

Um dos policiais que participou da operação chegou a embarcar no mesmo ônibus em que as mulheres estavam e passou por vários terminais da Grande Vitória, até que elas desembarcaram em Jacaraípe. Além do policial que estava no ônibus, outros policiais seguiam o coletivo de carro e depois que as mulheres desembarcaram, ficaram vigiando na expectativa de que elas estivessem esperando os namorados.

Passado algum tempo os dois suspeitos foram de encontro às namoradas e os policiais agiram, cercaram o grupo e deram voz de prisão. Ninguém reagiu e os dois foram presos e levados para Guarapari.

“Fico com uma sensação de alívio por saber que quatro dos que participaram da morte de meu filho estão presos. Pelo menos estes quatro vão ficar algum tempo presos e não poderão fazer outras famílias sofrerem o que eu sofri. O mal não pode prevalecer sobre o bem e com estas prisões vejo que a Justiça está começando a ser feita. Meu filho pagou muito mais do que deveria pelos erros dele, porque ele pagou com a vida”, desabafou Itamar Marinho, pai do adolescente morto.