Na manhã desta quarta-feira, dia 25 de janeiro, o motorista Paulo Edgar Teixeira da Cunha, de 52 anos, conhecido como Xuxa, e o cobrador Diego de Carvalho Alvarenga, de 31 anos, foram presos fazendo transporte de passageiros em vans clandestinas.

Van apreendida na manhã desta quarta-feira fazendo transporte clandestino de passageiros.

A prisão foi realizada após a polícia receber denúncias de que uma van clandestina estaria fazendo transporte de passageiros no Centro de Guarapari. Eles presos em flagrante e conduzidos para a Delegacia de Infrações Penais e Outros (DIPO), onde foram autuados por usurpação de função pública e qualificados por estarem exercendo atividade remunerada, com pena de dois a cinco anos.

Luana Neri, esposa do cobrador Diego, alegou que ele foi trabalhar no transporte clandestino porque estava há 2 anos desempregado.

A esposa do Diego, Luana Neri, explicou que o marido estava trabalhando como cobrador na van porque estava há 2 anos desempregado. “Ele estava trabalhando honestamente, não estava roubando nem fazendo nada demais. Eu tenho três filhos para criar, agora está na mão do juiz assinar o papel para liberar ele e se não liberar ele vai para o presídio de Viana. Meu marido estava trabalhando como cobrador. Foi uma opção para o desemprego, ele estava há dois anos desempregado. Estou arrasada porque é um pai de família que estava trabalhando. É difícil, ainda mais na situação que eu vi ele lá dentro, com outros presos. É triste, mas é a nossa lei, infelizmente”.

O motorista de van Marcelo Morozini também justificou o trabalho com o transporte clandestino como uma opção para o desemprego. “A gente estava no dia a dia tentando ganhar nosso pão de cada dia. Somos uns dos muitos desempregados de Guarapari. A gente está à procura de nada mais do que um sustento para nossa família. Eu tenho três anos que estou desempregado e mesmo correndo atrás não acho emprego em Guarapari”, disse.

O motorista de van Marcelo Morozini afirmou que pretende abrir uma cooperativa e legalizar o transporte na cidade.

“Nós optamos pela van, que segundo eles é ilegal. Mas ilegal é a gente passar fome também. A gente está dentro de casa precisando de um alimento e cuidar da família. Eu tenho mulher e filha especial dentro da minha casa que precisam da minha responsabilidade e do meu sustento. Se a gente está aí carregando passageiros, não é porque a gente gosta, mas pela necessidade”, completa.

Ele também relatou que pretendem formar uma cooperativa de vans na cidade. “Vamos lutar eu e nossos parceiros das vans que estão aí. Vou reunir todos eles e vamos tentar fazer uma cooperativa em Guarapari como tem em Anchieta e no estado do Rio. Todo lugar tem uma cooperativa e Guarapari também não vai ser esquecida porque o povo daqui necessita de transporte. Nós fazemos o melhor para atender os passageiros e alguns já falaram que assinam um abaixo assinado na hora que a gente quiser. Nós precisamos é só de uma autoridade que entenda e queira tomar a causa para nos ajudar porque estamos dispostos a legalizar nossas vans, basta termos uma ajuda”.

Prefeitura. Na tarde desta quarta-feira dois motoristas que realizam o transporte irregular de passageiros foram autuados e tiveram veículos apreendidos em uma ação conjunta entre a Secretaria de Fiscalização e Polícias

A Prefeitura informou que a prisão foi resultado de uma ação conjunta entre a Secretaria de Fiscalização e as Polícias Civil e Militar e que intensificação na ações de fiscalização ficou acertada em reunião entre os órgãos e a Associação dos Taxistas de Guarapari, nos últimos dias. Disse ainda que a Prefeitura e Polícia Militar monitoram a situação e novas ações serão realizadas.

Ainda de acordo com a Prefeitura,  o risco de utilizar o transporte clandestinos ainda é ignorado por aqueles que querem pagar menos por uma corrida, entretanto, a utilização do transporte clandestino coloca em risco a integridade física dos passageiros ou servem vítimas de uma ação de criminosos. O órgão também afirmou que é importante que os usuários busquem sempre o transporte regular e legalizado pelo município, com veículos dotados de padronização visual, uniforme, taxímetro de uso obrigatório e placas do município.

As denúncias podem ser efetuadas à Secretaria de Fiscalização no telefone (27) 3361-4929, informando maior o número de detalhes como número da placa do veículo, local de embarque, data e horário de embarque, trecho da “corrida”, valor cobrado e características do veículo.

Quanto a legalização do transporte de passageiros realizado pelas vans, a Prefeitura informou que no momento não há previsão de licenciamento deste tipo de transporte.

 

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