Apesar de ter sido decretada há uma semana, a greve dos servidores municipais pegou muita gente de surpresa. A paralisação foi mais sentida por parte da população que procurou as Unidades de Saúde do município na manhã de ontem e hoje (09).

Alguns postos amanheceram fechados e outras unidades operaram com apenas 30% dos funcionários, o que gerou demora no atendimento. Na Unidade de Saúde do Centro, um senhor chegou a passar mal e desmaiar enquanto esperava na fila por atendimento.

A greve foi mais sentida pela população que procurou os postos de saúde. foto: João Thomazelli/Portal 27
A greve foi mais sentida pela população que procurou os postos de saúde. foto: João Thomazelli/Portal 27

“A greve é válida, mas nós precisamos de atendimento médico. Tem gente aqui esperando desde a madrugada e até agora não foi atendido. Tem idosos, pessoas com criança de colo… A população precisa ser atendida”, reclamou uma mãe que esperava na fila da Unidade de Saúde Dr. Roberto Calmon, no Centro.

Ontem pela manhã a espera foi longa na Unidade de Saúde do Centro. Foto: João Thomazelli/Portal 27
Ontem pela manhã a espera foi longa na Unidade de Saúde do Centro. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Ipiranga apenas 30% dos funcionários estão trabalhando. As filas de espera são grandes na recepção e um cartaz alerta os moradores da cidade sobre a greve. Apenas casos graves estão sendo atendidos imediatamente, para não colocar em risco a vida dos pacientes.

Para o sindicato dos servidores municipais, a regra que diz que os órgãos devem funcionar em 30% quando se trata de serviços essenciais não foi cumprida porque a própria prefeitura decretou ponto facultativo para as Unidade de Saúde no feriado de Corpus Crist.

“A própria prefeitura diz que o feriado é facultativo para as unidades de saúde, isso quer dizer que não são serviços essenciais, por isso eles não estão errados em parar”, afirmou a diretora do Sintrag, Rosemary Abud.

Procurada pela Reportagem do Portal 27 a prefeitura emitiu uma nota dizendo o seguinte:

Legalidade do movimento grevista.

A Prefeitura, através da sua Procuradoria, está analisando se o movimento grevista está agindo dentro das exigências da lei, que é de respeitar o princípio da continuidade dos serviços públicos, deixando em funcionamento 30% (trinta por cento) dos serviços, principalmente, sem interrupção nos setores essenciais do atendimento das necessidades inadiáveis de nossos cidadãos.

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