Na manhã desta segunda-feira (21), o prefeito de Guarapari, Edson Magalhães, se reuniu com o presidente do Conselho Interativo de Segurança de Guarapari, o juiz aposentado,  José Henrique Hingel e o comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar, Coronel Welington Barbosa Pessanha, para traçar estratégias de combate ao aumento no número de pessoas em situação de rua na cidade.

Participaram também as secretárias de Trabalho, Assistência e Cidadania, Shirley Pereira, Postura e Trânsito, Cláudia Martins, e o chefe de gabinete, Carlito Benicá. Durante o encontro foi discutido o que cada órgão pode fazer para resolver tal situação.

Prefeito se reuniu com lideranças de segurança para discutir ações de combate ao aumento no número de pessoas em situação de rua.

Números. A secretária de Trabalho, Assistência e Cidadania apresentou os números de 2018, explicando que é preciso ter apoio de instituições e sociedade civil. “Guarapari nos últimos dias teve um aumento considerável no número de pessoas em situação de rua, sendo eles migrantes, trecheiros, usuários de drogas, pessoas com transtornos mentais e moradores de rua”, afirmou Shirley Pereira.

Em uma pesquisa realizada pela Equipe da Casa Dia, neste mês, mostra que Guarapari possui hoje aproximadamente 57 moradores em situação de rua, sem contar o número de dependentes químicos que possuem residência e família na cidade, mas que vivem pelas ruas em decorrência do vício. Dois lugares são considerados os pontos de maior concentração de moradores em situação de rua, a região central da cidade e a Av. Paris, na Praia do Morro.

PM. Durante a reunião o prefeito pediu uma maior intervenção por parte da Polícia Militar nas abordagens de rua. “A legislação brasileira não permite à Prefeitura tirar ninguém à força das ruas, somente com o consentimento da pessoa. Por isso estamos trabalhando e unindo forças para resolver essa situação, existe todo um trabalho de conscientização e cuidado que o município sozinho não tem como fazer”, afirmou o prefeito.

Guarapari possui hoje aproximadamente 57 moradores em situação de rua, sem contar o número de dependentes químicos que possuem residência e família na cidade. Foto: Themistocles Santana

Dados. De janeiro a abril deste ano, a Casa Dia realizou 97 novos cadastros de pessoas que recebem ou receberam atendimento no local, 12 pessoas retornaram para casa, 36 contatos com familiares, 13 internações, 61 retornaram para sua cidade de origem, foi cadastrada uma residência inclusiva, 29 pessoas conseguiram a segunda via de seus documentos e 23 pessoas que precisavam de atendimento emergencial de saúde foram encaminhadas e atendidas pela Unidade de Pronto Atendimento.

A Casa Dia atende em média 35 pessoas por dia, oferecendo palestras, encaminhamento para tratamento de saúde e acompanhamento em casos que necessitam de atenção contínua, trabalhos de conscientização, material e espaço para higiene pessoal e triagem para passagens quando solicitado.

“Com intuito de amenizar esse problema, estamos buscando apoio e nos próximos dias iremos nos reunir com as igrejas e líderes religiosos”, finalizou a secretária de trabalho, Assistência e Cidadania, Shirley Pereira.

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