A suspensão do estacionamento rotativo nas ruas de Guarapari completou um mês neste domingo (20). O serviço foi suspenso após a justiça atender uma Ação Popular impetrada pelo vereador Marcos Grijó e apoiada pela prefeitura, que apresentou diversas irregularidades cometidas pela empresa responsável pela cobrança, entre elas a falta do pagamento do repasse de 34% da arrecadação para o município. O que gerou uma dívida de mais de R$ 500 mil.

A justiça suspendeu a cobrança do estacionamento rotativo há um mês por irregularidades no serviço.

Quando o rotativo foi implantado muitos comerciantes ficaram com receio de que a cobrança atrapalhasse o movimento. Mas segundo o superintendente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Aguinaldo Júnior, a suspensão da cobrança não causou nenhum efeito no comércio. “Todo mundo esperava que houvesse uma melhora em relação a vaga. Mas, infelizmente, não houve nem melhora nem piora para o fluxo de vagas, no Centro. A paralisação do rotativo também foi indiferente para o comércio. Nos últimos meses ele foi parando aos poucos e quando ele parou de vez não foi perceptível para o comércio”, disse Aguinaldo.

O presidente da Associação de Moradores do Centro (Amocentro), Themistocles Sant’ Anna, afirmou que a qualidade do serviço não era adequada, mas que a cobrança precisa voltar a ser praticada. “O rotativo estava uma bagunça e não pagava nada nem a ninguém. Mas, é necessário ter o rotativo em Guarapari. A cidade está insuportável novamente e as nossas vagas estão sendo dominadas por flanelinhas e moradores de rua. Porém, que se faça isso de maneira responsável e com participação popular”.

Já para os motoristas a suspensão da cobrança deve ser mantida. O mecânico industrial Sérgio Alves Zoca, de 31 anos, afirmou que não concorda com a volta do rotativo.  “Acho que o rotativo não tem que voltar. Assim do jeito que está é mais agradável para a população. No verão ainda há mais movimento e é mais difícil de conseguir vaga, mas na baixa temporada não há necessidade de pagar”.

A gerente de logística Gleide Miranda afirmou que os horários não eram respeitados por muitos motoristas que sabiam que não poderiam ser notificados.

O vigilante Paulo  Morais Jünger, de 32 anos, afirmou que a cobrança não trouxe benefícios para a cidade. “É bem melhor assim. A gente não tem que pagar nada.  A cidade não tinha retorno nenhum. As ruas estão todas esburacadas e eles ainda vinham querer cobrar a gente”.

A gerente de logística Gleide Miranda, de 33 anos, criticou a forma como o serviço vinha sendo realizado e também afirmou que não quer que ele volte. “Não concordo que a gente tenha que pagar estacionamento. Por mais que tínhamos a praticidade de conseguir a vaga, muitas pessoas não respeitavam os horários por saber que não seriam notificados. Agora consigo encontrar vagas sem pagar estacionamento. Gosto do rotativo como foi implantado nas outras cidades, mas aqui em Guarapari não estava funcionando direito e gostei de não ter que pagar”.

Nossa reportagem procurou a prefeitura para saber se o município pretende conceder a concessão do serviço para outra empresa, mas foi informada que a administração está aguardando a decisão da justiça para tomar novas providências em relação ao estacionamento rotativo. 

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