O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD) retornou suas atividades no 2º semestre de 2024 no município de Guarapari. As aulas tiveram início na última segunda-feira, 19 de agosto.
Neste semestre, o programa irá atender cerca de 380 alunos em quatro escolas da região, sendo EMEF Ana Rocha Lyra, EMEIEF Maria das Graças Sant’Ana Menário, EMEF Marinalva Aragão Amorim e EMEF Benedita Martins de Souza.
O PROERD é uma iniciativa que visa educar e conscientizar jovens sobre os perigos das drogas e da violência, promovendo uma cultura de paz e segurança nas escolas. As atividades serão conduzidas por policiais militares capacitados, que utilizarão uma metodologia interativa para engajar os alunos e promover um aprendizado significativo sobre como tomar decisões saudáveis e responsáveis.

Para o tenente-coronel Walter Francisco de Araújo Filho, comandante do 10º Batalhão “o retorno das atividades do PROERD é um importante passo na formação cidadã dos jovens, contribuindo para um futuro mais seguro e saudável para toda a comunidade”, destacou o Oficial.
Embora tenha pedido desculpas através de uma nota pública, é difícil aceitar que em pleno século XXI, figuras públicas utilizem termos que reforçam o preconceito e a exclusão de pessoas autistas. O TEA não é uma fatalidade, mas sim uma condição neurodiversa que exige compreensão, apoio e, acima de tudo, respeito. A escolha infeliz de palavras do candidato reflete uma falta de preparo e sensibilidade para lidar com questões tão delicadas e importantes.
Além disso, ao sugerir que o cuidado com crianças autistas “adoece” os professores, Zé Preto parece querer deslocar a responsabilidade para os alunos e suas famílias, ignorando as verdadeiras raízes do problema: a precarização da educação, a falta de recursos e a sobrecarga de trabalho dos profissionais da área. Em vez de tratar a questão com seriedade e buscar soluções eficazes, o candidato optou por uma retórica que coloca as crianças atípicas como um fardo para o sistema educacional.
Ainda que o pedido de desculpas tenha sido feito, a questão vai além da simples escolha de uma palavra equivocada. O episódio revela uma visão limitada e estigmatizante sobre o autismo, que não pode ser corrigida apenas com uma carta aberta. É preciso que os candidatos a cargos públicos demonstrem, na prática, compromisso com a inclusão e a valorização da diversidade humana, e não apenas joguem com o discurso político para conquistar votos.
As palavras importam, especialmente quando ditas por aqueles que almejam liderar uma comunidade. Guarapari merece um líder que compreenda e respeite todas as suas diferenças, que esteja disposto a aprender e a se engajar em ações concretas para melhorar a vida de todos os seus cidadãos, independentemente de suas condições.
Este episódio deve servir como um alerta: a educação e a capacitação não são apenas para os professores, mas também para aqueles que se propõem a conduzir os destinos de uma cidade. Que esta campanha sirva para trazer à tona a importância de termos lideranças verdadeiramente preparadas, empáticas e conscientes de seu papel na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.











