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No cotidiano, para onde seu olhar se dirigir, um mural de marcas se descortinará. É quase uma tarefa errante e impossível fugir delas – das roupas que usamos às comidas que ingerimos; dos brinquedos dos nossos filhos à internet. O poder das marcas parece ilimitado e já foi considerado o “símbolo luzente da era moderna”, por nada menos que o Financial Times. Não só o mundo das marcas expandiu para dominar praticamente tudo o que pode ser feito, fornecido ou esperado, mas também reinventou as relações pessoais.

Todos os dias 2 bilhões de pessoas usam ao menos um produto da Unilever por dia , 70 milhões de pessoas em mais de 100 países comerão hoje num McDonald’s e 1,8 bilhão de unidades de Refrigerante com a marca Coca-Cola Company serão vendidas ao redor do mundo – tudo acontecendo numa nova linguagem dos relacionamentos.

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Se antes a marca significava apenas um risco ou símbolo qualquer – onde na melhor das hipóteses servia para anunciar que um produto pertencia a este ou a aquele fabricante, agora isso já não basta. É preciso mais que “MARCAR” para ser uma MARCA… Sim, é preciso cativar, impressionar e, acima de qualquer suspeitam, ser TRANSPARENTE. É por falta de transparência que muitas marcas globais são atingidas – para ser específico, vejam o caso da Holding EBX que congrega as empresas do Empresário Eike Batista. Segundo o New York Times, ele vendeu o que não foi possível entregar e publicou, em sua edição de 24 de junho de 2013, que “Os Bilhões do Batista estão evaporando”. “De um pico de US$ 34,5 bilhões em março de 2012, sua fortuna caiu para estimados US$ 4,8 bilhões, segundo o ranking de bilionários da Bloomberg”. Tudo isso porque escamotearam seus balanços, maquiaram suas intenções e isso o consumidor não perdoa – É ele quem faz o mercado.

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As marcas, nesta nova era, deixam de ser identificadas como um produto e passam a significar “RELACIONAMENTOS”. São dirigidas pelos consumidores tanto psicologicamente, quanto de forma física. A grande prova ficou evidente em 1985 quando Roberto Goizueta, CEO da Coca-Cola Company, decidiu fazer uma mudança na fórmula da Coca. Protestos eclodiram por todos os cantos do planeta e imediatamente forçaram o retorno à formula original do refrigerante.

Na “Nova Era” MARCAR é ouvir o consumidor

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O futurólogo Watts Wacker sintetiza esse pensamento da nova realidade das marcas: “Uma marca é uma promessa e, no final, você tem que cumpri-la. Um produto é a materialização da verdade de uma promessa. A Coca-Cola promete refrescar; O Google promete ser sua prancha para surfar na web. Não há diferença entre o que você vende e aquilo em que acredita.” As pessoas compram aquilo em que confiam e acreditam – e por incrível que possa parecer: estão dispostas sim, a pagar um preço adicional pelo produto!

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Há uma etapa que não podemos negligenciar na construção de uma marca. Devemos responder sem firulas e direto… Acreditamos no que estamos vendendo? Vender é acreditar! E ninguém formula uma marca para não gerar confiança, conseqüente consumo e enfim gerar lucro. Tem muita gente que ainda confunde marca com logotipo, traços etc. As marcas são algo mais do que sinais, símbolos e representações – em resumo o que importa na marca são os sentimentos que ela traduz. Nada vai adiantar construir um belo logotipo, estampar uma magnífica fachada, decorar um amplo salão com mercadorias majestosas… se o atendimento for de enganar ou de um apenas toma lá, dá cá. Como foi dito acima, se a marca não cumprir sua promessa, em pouco tempo vira poeira, torna-se inconsistente.

UMA EXPERIÊNCIA EM GUARAPARI – ES

Quando cheguei aqui há 18 anos, Guarapari (ES) vivia o boom das laranjinhas, em cada esquina havia uma, isso sem falar nas centenas de vendedores. Simplesmente, para abrir uma portinha e ali instalar seu espremedor de frutas, bastava ver o sucesso do vizinho – esta parecia ser a lógica do mercado. Não muito tempo depois, uma a uma foi desligando seus aparelhos, retirando seus carrinhos de circulação e eis que hoje já não temos praticamente nenhuma daquelas portas abertas no furor impensado de marcas e relacionamentos – porque marca também é estratégia. Hoje vemos a moda do AÇAÍ nos mesmos moldes das laranjinhas. Pois bem, resumindo: Semana passada, fui a uma dessas “Açaiterias”, como dizem por aí. Fui tão mal tratado que pensei… “Uauuuu, não acredito que isso está acontecendo”, e prontamente fui para outra… E eis que para minha surpresa… que luxo de atendimento… do começo ao fim, sem falar do ambiente cativante. Então, não precisa ser um gênio para saber qual porta permanecerá aberta daqui a uns meses.

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Por ser tão vasto o universo e conceitos sobre marcas, arrisco-me a dizer que verdadeiramente tudo o que importa para a fidelização, crescimento e reinvenção de um produto ou serviço é, naturalmente, parte da criação e evolução de uma marca. Eis aí mais um ingrediente na formulação das marcas – reinvenção. O sucesso de uma marca está na sua capacidade de se reinventar todos os dias. Este é o caso do Google que a cada dia nasce diferente. A ponto de dizermos que o mundo já não é global – o mundo é Google!!!

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Vivemos um momento crítico na economia mundial e seus reflexos são sentidos em todos os cantos do mundo – e aqui mais uma vez reafirmamos que a gerência com criatividade e transparência de um produto ou serviço é capaz de fortalecer marcas, superar e até crescer em qualquer contexto adverso.

Entender e estender relacionamentos são a essência de todas as marcas triunfantes, inclusive da sua marca pessoal “VOCÊ S/A”. Afinal temos de comercializar e vender a nós mesmos como marcas para progredir. Lembrando, é claro, que marcas são densamente encharcadas de sentimentos e precisam superar as paixões para virar um sólido casamento entre produtos, serviços e consumidores.

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Cada vez mais empresas investem em Mídias Sociais. Hoje, é quase mais importante uma empresa estabelecer a sua Fanpage, do que o seu site! Por trás deste relacionamento está o Gerente de Mídias, profissional capaz de gerar “buzz” ou em linguagem popular o tradicional “boca a boca” em sua versão digital – tela a tela, celular a celular… Mas aqui vai um alerta: seja autêntico! As maiores crises ou sucesso de uma empresa sempre advêm da veracidade das suas informações. Na web a mentira não tem pernas curtas – SIMPLESMENTE NÃO TEM PERNAS.

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Você e sua empresa já estão preparados? Seja lá qual for a resposta, só o mercado de fato poderá nos dizer alguma verdade – e verdades evoluem. A verdade de hoje pode ser a mentira de amanhã.
Nada é mais verdadeiro ao focar o sucesso de uma “Marca” que aliar planejamento e persistência – e se tratando de CRISE, que vive sempre em meio a inexplicáveis fórmulas de desenvolvimento (quando todos os ventos parecem a favor, eis as tempestades) – persistência é um fato peculiar em todos que a essa época vieram (leia-se chegaram…), viram e venceram ou como diria Júlio César “Veni, vidi, vici”!

Avante, somos nós os novos Césares e nossas Marcas os escudos de uma nova era!

DETALHE DA LINDA FACHADA DA UNIFLEX NO JARDIM EUROPA - SÃO PAULO. O Abstracionismo (nesse caso cubista) vale para arte... mas no dia a dia de uma marca tudo, exatamente tudo, tem que ser muito claro. Em se tratando de comunicação e mercado um erro pode significar a falência.
DETALHE DA LINDA FACHADA DA UNIFLEX NO JARDIM EUROPA – SÃO PAULO. O Abstracionismo (nesse caso cubista) vale para arte… mas no dia a dia de uma marca tudo, exatamente tudo, tem que ser muito claro. Em se tratando de comunicação e mercado um erro pode significar a falência.
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