O prefeito de Piúma, Ricardo Costa (PDT), não conseguiu retornar ao seu cargo de prefeito. Ele havia sido afastado pela Justiça pelo período de 90 dias desde 17 de novembro de 2019.  Além do prefeito, o secretário de obras André Layber e mais dois investigados também tiveram os bens indisponibilizados pela Justiça, atendendo pedido do MPES. Eles e mais dez pessoas estão sendo investigados pela operação Rubi II.

Prefeito Ricardo Costa (PDT)

De acordo com o Ministério Público, as investigações colheram fortes indícios do envolvimento de agentes políticos e servidores municipais no recebimento de propina de empresários dos ramos de limpeza pública como contrapartida a benefícios financeiros em licitações e contratos e possível enriquecimento indevido dos envolvidos.

Prorrogação. O prazo para o prefeito retornar seria hoje (15), mas ainda ontem (14), o Ministério Público, pediu ao Tribunal de Justiça a prorrogação do afastamento por mais 90 dias alegando “Fundamenta o seu pedido na premissa de que a presença do investigado na chefia do Poder Executivo ainda se mostra temerária e nociva ao erário, bem como às investigações em curso, eis que ele pode, em tese, causar constrangimento a servidores municipais, bem como prejudicar a colheita de elementos probatórios, ou ter acesso a informações privilegiadas que poderiam frustrar a persecução.”

O desembargador relator do caso, Fernando Zardini  aceitou o pedido do SubProcurador-Geral de Justiça Judicial, Dr. Josemar Moreira, e decidiu alegando “Portanto, pelo cotejo das provas constantes do caderno investigatório, tenho que existem motivos suficientes, neste momento, a autorizar o deferimento do pedido de prorrogação do afastamento do prefeito de Piúma JOSÉ RICARDO PEREIRA DA COSTA, bem como a proibição de acesso a quaisquer dependências do poder executivo municipal”

O Portal 27 falou com a assessoria do prefeito que ficou de nos passar um posicionamento do prefeito ainda hoje.

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