Após uma semana de insegurança e medo em toda o Estado, o ano letivo finalmente começou. Para os pais que não conseguem conciliar o horário de entrada e saída dos filhos da escola com o trabalho a opção é o transporte escolar. Mas a escolha desse serviço traz muitas dúvidas e preocupações. Afinal como escolher a van para transportar meu filho?

Essa é a dúvida da maioria dos pais e a presidente do Sindicato de Transporte Escolar, Universitário e de Turismo do Estado do Espírito Santo (SINTEES) Silvia Regina Gonçalves Rocha explicou que os pais devem tomar alguns cuidados antes de contratar este serviço.

“O interessante é que os pais observem as condições deste veículo. Ao contratar o transporte escolar o pai tem que observar se o veículo foi passado em inspeção veicular. Após passar, ele obtém a autorização emitida pelo Detran. Se este veículo trabalhar com crianças com menos de 10 anos de idade, ele tem que ter uma pessoa específica para cuidar e orientar as crianças”.

A presidente do SINTEES alertou que preços baixos devem ser desconfiados.

A presidente do SINTEES afirmou que os pais têm toda a autonomia de pedir para ver todos os documentos do veículo e lembrou que ele passam por vistoria  a cada seis meses.

Outra dica importante para os pais no momento de escolher a van que vai transportar seus filhos para escola é verificar as condições do veículo. “Observar o estado de conservação dos pneus e o condutor e ainda se o veículo possui placas vermelhas, isso é de suma importância, porque se trata de veículo escolar. De acordo com o código de trânsito brasileiro, este veículo tem que ter a placa vermelha, que significa placa de aluguel”.

Em relação ao uso das cadeirinhas nas vans escolares, Silvia explicou que essa medida não é mais obrigatória e que, portanto, não precisa mais ser exigida pelos pais no momento da escolha do serviço. “A resolução de número 541, que estava tramitando no Congresso em relação as cadeirinhas para van escolar foi suspensa no ano passado. Então vans de transporte escolar não tem obrigatoriedade de usar esse equipamento de segurança. A resolução 541 foi suspensa porque todos os cintos de van são abdominais e o próprio fabricante desta cadeirinha pede para que ela seja fixada a cinto de três pontas”.

Cadeirinhas não são mais obrigatórias no transporte escolar desde 2016.

Ela também relatou que será possível usar a tecnologia para acompanhar se a van que transporta as crianças está realmente sendo vistoriada a cada seis meses. “Na próxima vistoria semestral vai sair um QR Code, que é um código de leitura. Todo pai vai poder baixar no seu celular um aplicativo para que fazer a leitura nesse código para saber se realmente além de toda a documentação, este carro está sendo vistoriado pela inspeção veicular”.

Silvia ressaltou ainda a importância de se observar o valor que está sendo cobrado para transporta a criança. “Preços muito baixos não são compatíveis com a nossa realidade porque a gente paga muita taxa, então desconfie de um preço muito baixo”.

Se os pais tiverem dúvidas sobre o veículo, podem acessar o site www.detran.es.gov.br que lá pelo número da placa vão encontrar todas as características deste carro.

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