Os tribunais eleitorais estão em greve em todo o Brasil e aqui em Guarapari também há dificuldades para realizar serviços. Entramos em contato com a assessoria de imprensa do Tribunal e a informação é de que a categoria luta por recomposição salarial, prevista no projeto de lei 28/2015, que foi vetado pela presidente Dilma Rousseff.

A paralisação acontece em todos os estados brasileiros. No Espírito Santo, começou em junho, quando o projeto ainda estava em tramitação no Senado, e reflete na interrupção de atividades nas Justiças Eleitoral – que inclui os cartórios eleitorais, Federal e do Trabalho.

Em todo o Espírito Santo, existem aproximadamente 1.200 servidores do Judiciário Federal. Eles estão insatisfeitos com o histórico de nove anos sem reajuste e, agora, lutam pela derrubada do veto de Dilma no Congresso Nacional. O projeto de lei 28/2015 prevê um reajuste escalonado que varia de 54% a 78%. Para os trabalhadores, é a solução que melhor atende à reivindicação da categoria, que acumula 49% de perdas salariais nos últimos anos.

Estivemos em frente ao cartório de Guarapari e ele está fechado. Foto: João Thomazzelli.
Estivemos em frente ao cartório de Guarapari e ele está fechado. Foto: João Thomazzelli.

Hoje o Sinpojufes, sindicato que representa os servidores do Judiciário Federal no Espírito Santo, realizará uma assembleia em que a categoria vai discutir o rumo da greve no Estado: os trabalhadores decidirão se voltarão ao trabalho, se permanecerão em greve até a apreciação do veto no Congresso ou se optarão por uma outra forma de mobilização nos próximos dias.

Filiações

Os partidos estão em processo de decisão de pré-candidatos e de filiações já se preparando para o pleito eleitoral 2016. Anderson Arpini, presidente do PSDC Guarapari, informou que os partidos têm a possibilidade de fazer a filiação online. Porém, para isso é necessário ter uma senha.

“Os partidos tem essa senha para realizar a filiação, se a municipal não tiver a Estadual tem. O perigo é todo mundo deixar para última hora e o sistema travar. É complicado, mas nós do PSDC já estamos preparados. É uma responsabilidade grande em cima do presidente do partido, mas a gente está trabalhando para que não haja falhas”, concluiu.