No início da tarde de hoje (17), moradores da Praia do Riacho encontraram na areia da praia um tubarão-martelo. As testemunhas afirmam que o animal ainda estava vivo.

É possível ver as marcas de pauladas no animal.
É possível ver as marcas de pauladas no animal.

Porém, com medo de serem atacados, os moradores bateram no bicho com pedaços de pau até ele morrer. Depois de algumas horas, dois homens que ainda não foram identificados, levaram o animal embora. Ele seguiu em uma bicicleta com o tubarão em direção ao Centro da cidade.

Dois homens levaram o animal em um bicicleta.
Dois homens levaram o animal em um bicicleta.

A bióloga ​Viviane Marculano disse que não é incomum encontrá-lo em locais mais próximos da praia. “Não é anormal. Eles ficam em águas profundas, mas também podem aparecer próximos a praia. O encalhe também pode acontecer por vários motivos, não significa que ele estava doente. Vale ressaltar que, raramente, eles atacam seres humanos. Casos de ataques são incomuns, pois eles se alimentam de peixes e lulas. Claro, também que o fato de terem a boca pequena influência”, explica.

O tubarão-martelo

O tubarão-martelo, Sphyrna lewini é um dos mais valiosos recursos marinhos, e o preço pago por suas barbatanas no mercado Asiático pode atingir acima dos U$ 100,00/kg. A análise da composição de tamanhos e idades nas capturas, o estudo do crescimento desta espécie de grande porte e a evolução temporal dos desembarques, indicaram que este recurso se encontra sobre explotado no sudeste e sul do Brasil, como reflexo de diferentes modalidades pesqueiras atuando ao longo de todo o seu ciclo de vida e à baixa resiliência desta espécie à pesca, por apresentar um crescimento lento (L∞ = 329,12 cm; K = 0,071 ano- 1 ; t0 = -2,37 ano ; sexos combinados), longevidade acima dos 40 anos e mortalidade natural baixa (M = 0,1 ano-1 na fase adulta), padrões estes típicos de uma espécie K-estrategista.

A sobrepesca de recrutamento, ocorre nas áreas costeiras, principalmente, pela pesca de arrasto e emalhe costeiro, não havendo a proteção das áreas de parto na primavera-verão. Neste caso, há grandes capturas de neonatos e juvenis até 8 anos de idade. A fração adulta, por sua vez, é reduzida pela pesca de espinhel e de emalhe de superfície principalmente na zona de talude . Modelos de análise de covariância indicaram maiores capturas desta espécie na pesca de espinhel de monofilamento de superfície durante os meses de primavera-verão, na zona de talude (200 e 3000 m) e a existência de uma relação linear positiva entre a captura em peso e o esforço em número de anzóis. Medidas de manejo e conservação para esta espécie são sugeridas.

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