Antes de tudo, deixe-me começar dizendo que nada tenho contra a polícia, seja civil ou militar. Ao contrário, eles trabalham para burro, para ganhar uma miséria e correr riscos. Porém, preciso falar sobre os últimos acontecimentos relacionados aos manifestos pelo país e no Espírito Santo.

A forma como estão sendo feitas as repressões contra a “desordem e animalidade” por parte dos manifestantes, palavras dos comandantes de diversos batalhões de polícias, precisa ser revista. Ou será que a ditadura voltou e esqueceram de avisar à população? As prisões feitas de formas, pelo menos suspeitas, em alguns casos, estão revoltando a todos.

Em São Paulo, um repórter que carregava vinagre foi preso e tratado com tremendo desrespeito. Dias depois, a polícia “liberou” o transporte de vinagre durante as manifestações. Por favor, né? (Para os mais desinformados, o vinagre serve para amenizar o efeito das bombas de efeito moral.)

Enquanto isso, aqui no estado, ontem (15), durante a ridícula sessão que arquivou o projeto que prévia a suspensão do pedágio da Terceira Ponte, os policiais disseram que começaram a revidar atirando bombas e balas de borrachas contra os manifestantes porque foram atingidos por uma mexerica.

V de vinagre. M de mexerica. Quantas letras mais do alfabetos serão necessárias para que a polícia entenda que não está fazendo bonito? Alguém precisa dizer para os comandantes que os policiais estão mal treinados e mal preparados para essas situações. Aproveitem e avisem também que as desculpas que eles estão dando nas emissoras locais não estão convencendo ninguém

Ontem, quando questionado por um jornalista sobre o fato de um policial ter atacado pelas costas, uma professora que filmava a ação da PM com seu celular, jogando spray de pimenta, o coronel Edmilson dos Santos não soube nem o que dizer. Ela ainda foi presa porque socorreu uma outra pessoa que estava sendo atacada da mesma forma que ela. As imagens de uma emissora local não deixam dúvidas sobre quem está certo ou errado.

Assim como em outras entrevistas, tudo o que o comandante geral da Polícia Militar do Espírito Santo sabe dizer é que a polícia está agindo conforme treinamento e que os excessos serão investigados. A impressão que fica para a população é de que o treinamento está sendo muito mal feito e que o coronel acha que a população não merece uma resposta digna. Enquanto isso, ficamos a espera de uma atitude mais eficaz contra os excessos em todo o Brasil.

Imprensa

A imprensa também não ficou de fora no quesito agressão desnecessária. Vários jornalistas relataram agressão descabida por parte da força policial mesmo quando estavam afastados dos manifestantes ontem. Eles estavam sendo atacados com bombas de efeito moral e as imagens estão aí para quem quiser ver. A resposta do comandante foi a mesma de todas as outras vezes.

PS: A palhaçada que foi a sessão que suspendeu o projeto eu comento em um outro artigo.

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