O vereador Felix Juliatti comemorou, no início desta semana, a vitória na Justiça Eleitoral que manteve seu mandato e o da vereadora Tainá Coutinho. Em entrevista ao Portal 27, concedida na noite de ontem (19), Juliatti falou sobre a decisão.
Segundo o parlamentar, é legítimo que qualquer pessoa busque a Justiça caso se sinta prejudicada, mas destacou que, no caso específico, as acusações não se sustentaram. “Hoje vemos uma judicialização dentro da Câmara. O mandato de quatro vereadores já foi parar na Justiça. É claro que todos têm o direito de recorrer, mas, no caso do nosso partido, ficou comprovado “com provas robustas” que a Pretinha realmente tinha a intenção de concorrer”, afirmou.

Juliatti lembrou que a candidata Marcilene Chagas, conhecida como Pretinha, abriu mão do emprego que exercia na Colônia de Pescadores, renunciando ao salário, e ainda arrecadou recursos para a campanha. “Ela abriu mão do salário, tirou dinheiro do próprio bolso e conseguiu doações para a campanha. Uma pessoa que não tivesse a intenção de disputar não faria esse tipo de investimento. Além disso, em 2020 ela já havia concorrido, obtendo 466 votos. Em 2024, mesmo com a campanha impugnada, recebeu 548 votos”, explicou o vereador.
Apesar das evidências da intenção de Pretinha em disputar as eleições municipais e do próprio Ministério Público ter se manifestado pelo arquivamento da ação, o processo foi analisado em duas instâncias. “Tanto em primeira quanto em segunda instância, juízes e desembargadores entenderam que a denúncia não tinha fundamento diante da quantidade de provas apresentadas em contrário”, destacou Juliatti.
Por fim, o vereador ressaltou que, embora ainda caiba recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a decisão reforça a legitimidade de seus mandatos. “O denunciante pode recorrer em Brasília, mas essas duas vitórias já nos dão tranquilidade para continuar nosso trabalho na Câmara, sempre respeitando a vontade popular que nos colocou aqui para representá-los”, concluiu.










