A abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi autorizada na quarta-feira (02) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A autorização se deu a partir de um requerimento apresentado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior. O pedido foi acatado com base na argumentação sobre atos praticados pela presidente em 2014 e também em 2015, de acordo com Cunha.

vereador manoel pt Desde fevereiro, quando Eduardo Cunha foi eleito presidente da Câmara, 34 pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff chegaram ao Legislativo com motivações diversas, sendo que esse foi o primeiro a ganhar continuidade.

Em Guarapari, o representante do PT na Câmara Municipal, Manoel Ferreira Couto, se pronunciou contra o pedido de impeachment em uma rede social. Veja na imagem ao lado:

O Portal 27 procurou o vereador para saber o que ele teria a acrescentar sobre o assunto. O parlamentar disse que:

É um processo democrático. O PT se posicionou contra o Eduardo Cunha e a gente viu que o cara queria uma barganha com o PT, e o PT chegou no momento de fazer o que teve que fazer, que é também pedir o afastamento dele, porque ele está muito enrolado diante da população brasileira. É notório que ele ia fazer um jogo sujo contra a Dilma, porque eles queriam continuar aproveitando do momento. Mas, infelizmente, o PT tomou uma posição diferente e fez com que ele pedisse um processo de impeachment da presidente Dilma.

Foto: João Thomazelli/Portal 27
O vereador acredita não ter sido atingido pela crise política que o Brasil está passando. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Questionado sobre o possível enfraquecimento do Partido diante dessa situação, Manoel respondeu o seguinte:

Eu acredito no meu trabalho, na confiança que o povo guarapariense tem em mim. Acho que eu, aqui em Guarapari, não me sinto atingido por essa crise política que o nosso país vem passando, não.

Ele ainda falou do que vem por aí nas eleições 2016:

Eu sou um pré-candidato, sim. Não me cabe mais ser candidato a vereador, porque eu preciso que o grupo cresça, e se eu me manter como candidato a vereador, eu vou atrapalhar o crescimento do meu grupo na cidade. Vai ficar eu, e eu não sou o mandatário.