O vice-prefeito e ex-secretário municipal de Turismo de Guarapari, Miguel Agrizzi, está obrigado a comparecer para prestar esclarecimentos para a CPI dos Shows, na reunião desta quinta-feira (30), às 15h.

Decisão judicial. A CPI investiga denúncias de possíveis irregularidades na realização de eventos no município. O Portal 27 apurou que a Câmara conseguiu agora a tarde, uma decisão judicial que obriga Miguel Agrizzi a comparecer.

Como é uma decisão recente, o juiz pediu que seja marcada uma nova data para o depoimento do vice-prefeito. “Considerando o curto lapso temporal, não havendo tempo hábil para intimação da testemunha Miguel Ângelo Agrizzi para depor a sessão da CPI, entendo a necessidade de designação de nova data para a sessão”, disse o despacho do Juiz, Edmilson Souza Santos.

Última testemunha. O presidente da CPI, vereador Denizart Luiz (Podemos), explicou que o vice-prefeito foi convocado anteriormente e solicitou que fosse a última testemunha a ser ouvida, o que foi acatado pela CPI. Porém, ainda assim ele não apareceu.

“Os advogados dele alegaram que um dos funcionários do escritório está com suspeita de covid e por isso, não poderiam acompanhar o depoimento. Só que o Miguel não é réu. O vice-prefeito foi convocado como testemunha então não havia necessidade dos advogados comparecerem”, afirmou Denizart.

O vice-prefeito e ex-secretário municipal de Turismo de Guarapari, Miguel Agrizzi, está obrigado a comparecer para prestar esclarecimentos para a CPI dos Shows,

Maestro. Além do vice-prefeito, a CPI também já havia convocado o maestro Mauro Sérgio Nascimento para explicar sua contratação em eventos como o carnaval e a Esquina da Cultura e o pagamento de R$ 70 mil neste último, já que em eventos realizados em outras cidades e até mesmo no carnaval da cidade saúde seu cachê não chegava a R$ 10 mil. Ele explicou que além de se apresentar como músico, também é empresário de outras bandas e que este valor foi destinado ao pagamento delas.  “Setenta mil foi para várias bandas na qual eu tenho exclusividade. Tenho o contrato de todas as bandas que tenho trabalhado”, disse o maestro.

Falhas. O relator da CPI, vereador Clebinho Brambati (PTB), afirmou que o depoimento mostrou muitas falhas na contratação do maestro. “Nós constatamos bastante inconsistências, principalmente, na forma de contratação. Ele mesmo alegou que não houve licitação, que não sabe da forma que foi contratado e que teve reuniões prévias. Tudo que não pode ser feito com o recurso público ele nos apontou. Então isso vai para o relatório para que a Câmara tome as devidas providências e constatando essas irregularidades, vamos encaminhar para o Ministério  Público”.

Contribuição. O membro, vereador Thiago Paterlini (Podemos), afirmou que “o maestro contribuiu muito com o trabalho da Comissão que está apurando esses fatos. Reforçando que esses fatos chegaram com uma representação na Câmara e como a função dos vereadores é fiscalizar, estamos levando a diante essa representação. Como queremos levar as informações para a sociedade para dar luz e transparência, vamos encaminhar as repostas ao Ministério Público para que ele possa tomar as devidas decisões.”