08 de MARÇO – HÁ O QUE SE COMEMORAR?

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08 de Março – Dia Internacional da Mulher!

 

 

Hoje comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Vale a pena escrever sobre fatos históricos que estão à mão em um clique? Achamos que não. O dia 08 de março é uma data reservada para discussão, reflexão e proposições, foi para este contexto que ela foi criada em 1975 pela ONU (Organização das Nações Unidas) ao comemorar o Ano Internacional da Mulher.

“Comemorar” significa enaltecer sobretudo conquistas relevantes. Há o que se comemorar? A boa notícia é que SIM, a má é que honestamente estamos longe de equilibrar a balança no seio da sociedade. Em todas as áreas é indiscutível o avanço da participação feminina. Porém a servilidade “cor de rosa” era tão bem quista e incentivada, que evoluir alguns passos no tempo já nos pareceu uma proeza das galáxias… mas podemos avançar muito… muito mais. E que não se confunda aqui direitos igualitários com feminismo – afinal o feminismo tem síntese e tensão política.

Em qualquer sociedade do planeta ou data histórica o dado que mais chama a atenção é a VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER. Não bastasse serem discriminadas no mercado de trabalho, seja pelo salário, oportunidades ou preteridas em planos de carreira, a mulher, creia, ainda é tratada pelos códigos da SUBMISSÃO. Não é raro serem mortas, torturadas, estupradas e feridas.

Segundo a ONG Action Aid, com base em estudos da ONU, 500 mil mulheres serão mortas por seus parceiros ou familiares até 2030.

O Brasil tem 1 denúncia de violência contra a mulher a cada 7 minutos, sendo o 7º país onde mais se mata mulheres no mundo. A violência doméstica mata mais mulheres que o câncer e acidentes de trânsito, na faixa de 16 a 44 anos.



O estado do Espírito Santo tem as piores estatísticas, vejamos: Vitória é a capital com a maior taxa de FEMINICÍDIOS; O Espírito Santo é o 1º em mulheres negras e o 2º de mulheres no total.

Como fazer o enfrentamento da VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER? 

Para Laudicéia do Carmo, diretora do SECOHTUH-ES e da CONTRATUH (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade) a “ Violência sob todas as formas, e principalmente contra a mulher, é tarefa a ser enfrentada em várias direções, mas não podemos esquecer que a base de todo comportamento humano é o meio que ele vive – a família e seu grupo de cidadania. Portanto é na EDUCAÇÃO e esclarecimento dessa base e nos exemplos desse grupo que está a solução definitiva para toda as nossas conquistas”.

Laudicéia, lembra que a informação é a grande aliada nesta polarização de relacionamentos na sociedade e faz o convite para o 11º SEMINÁRIO NACIONAL VIVER MULHER, que este ano acontece em terras capixabas: Dias 15,16, 17 e 18 de março no Hotel Golden Tulip Porto Vitória – Info: 61 3322 6884  contratuh.org.br

Todo este texto caberia nesta frase:

08 de março – Parabéns Mulheres! Vocês merecem… mas mantenham-se vigilantes… participar…participar e participar é a única forma de continuar comemorando cada vez mais!

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4 Comentários

  1. Excelente, inegavelmente houve um avanço, mas sim devemos ficar vigilantes.
    A cultura machista se mantém latente até nas próprias mulheres.
    Ontem recebi pelo sapp algo interessante e nenhuma das mulheres no qual eu repassei acertaram, acredito ter circulado bastante no Facebook e outros sites. Mas vou postar aqui, muito interessante.
    Explique!
    ” Pai e filho sofrem um terrível acidente de carro.
    Alguém chama a ambulância, mas o pai não resiste e morre no local. O filho é socorrido é levado ao hospital, às pressas.
    Ao chegar no hospital a pessoa mais competente do centro cirúrgico vê o menino é diz: “Não posso operar esse menino! Ele é meu filho! “”

    Tire sua conclusão das respostas que tive.
    Abraços.

  2. A data 8 de Março é um ponto reflexivo para todos nós mas, enaltecer a mulher somente neste dia é um grave erro. Lembrar dessas estatísticas torna-se um exercício diário. Vivemos ainda numa sociedade machista cujo o homem vê a mulher como propriedade e posse.

    Enquanto durar essa relação de senhorio os homens vão se sentir a necessidade de fazer valer a sua vontade e, desta forma a mulher é sua, somente sua afinal não é ele que na maiora das vezes custeia a vida de cada uma delas até a sua morte? Promeiro com o pai, segundo com o mardo. Essa relação já vem historicamente desde os primórdios dos tempos e acredito eu que vai dirar dirante muito e muit tempo. O que fazer então?

    Tem que partir da própria mulher o desejo e a noção de que sua vida, seu corpo, seu espaço pertence somente a ela propria. Devem exigir o respeito seja lá de quem for mesmo com um não proferido. Não se importando o modo de como os fatos vão se desenrolar. Não deve se importar com o pensamento de outrem, naquele instante é sua vontade que deve prevalecer.

    E por último e não menos importante, denuncie. Disque para o 180 e denincie qualquer forma de violência física, moral e psicológica.

  3. Antes de aderir à data de hoje, toda mulher deveria se perguntar o porquê do “dia internacional da mulher” ser comemorado no dia 8 de março, data escolhida por Lênin e oficializada em reunião da Internacional Socialista, e não no dia 3 de março, no dia 28 de fevereiro ou em outras datas que ficaram marcadas por manifestações espontâneas de mulheres livres (mesmo quando erradas) nos Estados Unidos ou na Europa? Dica: aquela historinha de incêndio em uma fábrica têxtil que você aprendeu com as suas professoras não passa de um mito e nunca ocorreu.

    A finalidade de Lênin e dos propagandistas bolcheviques era criar um simbolismo e uma narrativa que justificassem sua intenção de OBRIGAR a mulher russa (e, mais tarde, as mulheres de outros países socialistas) a abandonar os cuidados de sua família e de seu lar e ir para o chão das fábricas, independentemente de suas preferências e escolhas individuais.

    É essa data, criada pela engenharia social leninista e mais tarde adotada oficialmente pela ONU, que muitos observam hoje como uma grande conquista a ser celebrada — e, ao que tudo indica, o espírito originário da data continua vivo e “as mulheres”, essas abstração coletiva, continuam sendo um instrumento útil para avançar interesses que nunca (ou quase nunca) estão de acordo com o que quer uma mulher real, de carne e osso, que costuma ser tão diferente da mulher que aparece na propaganda leninista (e mais ainda na propaganda feminista) quanto uma criança real é diferente das crianças que aparecem pedindo, desesperadamente, por brócolis em alguma peça publicitária.

    Todos que acreditam na relevância desta data devem ainda tentar explicar por que o dia internacional da mulher é reconhecido como feriado oficial em países do naipe de Cuba, Vietnã, Camboja e Afeganistão — lugares ótimos para as mulheres, como sabemos — e não em países como Estados Unidos, Suíça, Inglaterra e Noruega.

    Não quero com isso dizer que as mulheres das nossas vidas — nossas mães, avós, tias, esposas, namoradas — não devam ser celebradas. Celebrar as vidas de quem faz tanto por nós e empresta tanta beleza ao mundo faz todo o sentido, mas não precisamos fazer isso justamente em uma data criada para destruir parte do que há de distintamente feminino e para vincular a graciosidade feminina com a brutalidade genocida das ideologias de esquerda.

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