Pontos de ônibus deixam passageiros expostos ao sol e à chuva em Guarapari

Por Lívia Rangel | Uma simples placa no poste. Assim é a maioria dos pontos de ônibus em Guarapari. Sem abrigo para proteger da exposição ao sol e à chuva nem assento para descansar tendo em vista que o tempo médio de espera é longo. Essas são algumas das reclamações de quem precisa do transporte coletivo municipal.

Passageiros procuram sombra nas marquises do comércio e até sentam nas calçadas a espera do ônibus na Rodovia Jones dos Santos Neves.

“É uma vergonha. Chego a ficar duas horas em pé esperando o ônibus. Procuro ficar na sombra que o poste faz, mas nem sempre é possível”, conta a moradora do bairro, Célia Maria.

Outros buscam se abrigar embaixo de marquises dos estabelecimentos comerciais próximos ao ponto. E sentam até na calçada para descansar. “É uma falta de respeito com a gente. Quando chove é ainda pior, fica todo mundo molhado. É um estresse diário”, desabafa a moradora de Camurugi, Josiane Rodrigues.

No Aeroporto, passageiros sentam em mureta a aproveitam a sombra da árvore.

E não para por aí. Muitos carros acabam estacionando no ponto de ônibus, atrapalhando o embarque e desembarque dos passageiros. “Os ônibus acabam parando em fila dupla, atrapalham o trânsito. É uma confusão. Ninguém respeita o direito de ninguém”, afirma o morador do Recanto da Sereia, José Ronaldo.

Estacionar em ponto de embarque e desembarque de passageiros é infração média de acordo com o CTB. Lembrando que estacionar no ponto de embarque e desembarque de passageiros onde houver sinalização horizontal ou na inexistência dela, 10 metros antes e 10 metros depois do marco do ponto é uma infração de trânsito de natureza média, com penalidade multa e remoção do veículo, segundo o artigo 181 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Estacionar em ponto de embarque e desembarque de passageiros é infração média de acordo com o CTB.

Passageiros também reclamam que até os pontos de ônibus com abrigo não são funcionais, porque não protegem direito do sol nem da chuva. E até quem tem a sorte de esperar o ônibus em pontos que contam com certa estrutura destaca que o abrigo não é funcional. Como é o caso da operadora de caixa, Sheyla de Oliveira. Moradora de Santa Mônica, ela trabalha em um supermercado em Muquiçaba. E faz esse trajeto diariamente de ônibus.

“Tanto o ponto do meu bairro como da onde eu trabalho, eles têm uma cobertura e banco. Porém, não protege nem do sol nem da chuva. E no banco mal cabem quatro pessoas sentadas. Como geralmente os pontos estão cheios, a maioria acaba ficando em pé. O ponto de ônibus não condiz com o valor da passagem”, relata Sheyla.

“O ponto de ônibus não condiz com o valor da passagem”, diz passageira. Lembrando que em fevereiro, a tarifa aumentou de R$ 3,80 para R$ 4,10.

“O ponto de ônibus não condiz com o valor da passagem”, diz passageira. Lembrando que em fevereiro, a tarifa aumentou de R$ 3,80 para R$ 4,10.

O que diz a prefeitura?. O portal 27 questionou à prefeitura por que a maioria dos pontos de ônibus não conta com estrutura e se havia previsão de melhorias já que houve reajuste da tarifa em fevereiro, passando de R$ 3,80 para R$ 4,10.

A Secretaria de Obras Públicas informou, por meio de nota, que “vai realizar a abertura de um novo processo de abrigo de passageiros, pois o que estava vigente, a empresa pediu a rescisão contratual”.

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