Um crime bárbaro que aconteceu no fim de semana mostra toda a crueldade de um ser humano. Uma mulher de 28 anos, identificada como Drielli Figueiredo Pires, foi presa pela polícia e depois confessou ter matado o próprio filho, Gabriel Figueiredo, de 7 anos, asfixiado por um travesseiro, na Serra.
Após praticar o crime na última sexta-feira (4), ela enrolou o corpo em lençóis e escondeu debaixo da cama por três dias. Tudo isso porque o menino a teria respondido mal. O crime que aconteceu em Nova Carapina II, foi descoberto pela desconfiança dos vizinhos.
Ela foi vista alcoolizada e chorando pelo bairro da região, dizendo que o filho não iria voltar para casa nunca mais. Questionada, a mãe do menino contou aos vizinhos que o pai o teria levado.

Odor. Os vizinhos desconfiaram do sumiço da criança e relataram para a polícia que estavam sentindo um forte odor vindo da casa em que a mulher morava com os filhos e, por conta disso, acionaram a polícia na manhã de domingo.
Ao chegar no local, a Polícia Militar encontrou a casa aberta. Ao também sentirem o forte odor, os policiais olharam debaixo da cama e viram o corpo da criança enrolado em vários lençóis com um machado ao lado. Ela teve a prisão preventiva decretada pela Justiça durante a audiência de custódia, que aconteceu nesta segunda-feira (07).
Medicamentos. Ela foi autuada pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e posse de entorpecentes para consumo próprio. Em virtude da assassina declarar fazer uso de medicamentos controlados, a juíza Raquel de Almeida Valinho determinou que ela seja encaminhada para o Hospital Estadual de Atenção Clínica, em Cariacica.
Risco. Drielli está grávida de oito meses e já tem outras passagens pela Justiça. Em processos ainda em tramitação, ela é acusada de maus-tratos e de ameaça. A juíza entendeu que a liberdade da suspeita é um risco para a sociedade. Além disso, considerou a possibilidade de fuga, já que, segundo a polícia, a mulher foi presa quando tentava fugir.
“A liberdade da autuada, neste momento, se mostra temerária e a prisão preventiva oportuna, uma vez que esta em liberdade poderá voltar a cometer atos da mesma natureza, intimidar testemunhas e se evadir do distrito de culpa”, disse a juíza.










