O resultado do primeiro turno das Eleições 2026 provocou forte euforia nos mercados financeiros internacionais na manhã desta segunda-feira (5). Os ativos brasileiros negociados no exterior dispararam após o encerramento da apuração apontar o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança com cerca de 47% dos votos válidos, superando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve aproximadamente 45%.
O desfecho das urnas contrariou as pesquisas de opinião divulgadas às vésperas do pleito e acendeu no mercado financeiro a expectativa de uma eventual mudança na condução da política fiscal do país a partir de 2027.
Reação dos mercados internacionais
Antes mesmo da abertura do pregão da B3, em São Paulo, a movimentação de alta já se refletia nos principais centros financeiros da Europa e dos Estados Unidos:
| Ativo / Mercado | Desempenho Registrado | Contexto / Impacto |
| ETF MSCI Brazil (Frankfurt) | Alta superior a 16% | Reação imediata aos primeiros dados da apuração |
| iShares MSCI Brazil ETF (EUA) | Forte valorização (+11%) | Indicador positivo no pré-mercado de Nova York |
| Dólar (Câmbio comercial) | Queda superior a 4% | Moeda americana rompeu a barreira dos R$ 5,00 |
| Títulos da dívida (2056) | Valorização de +1,4 centavo | Aumento da confiança de investidores internacionais |
| ADRs (Itaú e Petrobras) | Ganhos expressivos | Papéis das grandes empresas brasileiras avançaram |
Foco nas contas públicas e no câmbio
A principal alavanca para o movimento de alta está na leitura de gestores e investidores internacionais de que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno trará maior rigor no controle dos gastos públicos, além da aprovação de reformas estruturais favoráveis ao ambiente de negócios.
O mercado cambial acompanhou o otimismo: o real registrou valorização imediata e fez o dólar comercial recuar para patamares abaixo de R$ 5,00. As projeções de bancos e consultorias internacionais já indicavam que uma liderança da oposição no primeiro turno poderia fortalecer a moeda brasileira em até 4,6% nas primeiras horas pós-votação.
Analistas recomendam cautela até o 2º turno
Apesar da disparada dos ativos, analistas financeiros mantêm postura de prudência. Com o segundo turno marcado para o dia 25 de outubro, especialistas ponderam que o placar apertado da primeira votação não garante desfecho definitivo para nenhum dos concorrentes.
Nas próximas semanas, a sustentabilidade dessa onda de valorização dependerá da capacidade de ambos os candidatos de apresentarem propostas críveis e viáveis para o equilíbrio da dívida pública e para a composição de suas futuras equipes econômicas.











